O complexo científico de Peirópolis enfrenta dificuldades para manter as escavações paleontológicas em funcionamento
Considerado um dos principais atrativos turísticos de Uberaba, o complexo científico de Peirópolis enfrenta dificuldades para manter as escavações paleontológicas em funcionamento. O trabalho ficou parado ao longo de 2013 e só foi retomado em maio deste ano, mas foi interrompido novamente por falta de mão de obra.
À frente das escavações, o geólogo Luiz Carlos Ribeiro explica que as atividades foram reiniciadas este ano com quatro funcionários cedidos por uma empresa terceirizada que presta serviços à UFTM – atual gestora do complexo. Os profissionais foram integrantes da equipe que atuou durante 15 anos no centro de pesquisas paleontológicas do local.
Ribeiro destaca que a programação seria continuar as escavações até outubro e aproveitar o período de seca para coletar material, mas as atividades foram paralisadas há 30 dias por falta de pessoal. Segundo ele, os funcionários que estavam na escavação foram remanejados para outros setores. “Encontramos materiais relevantes nesses poucos dias de trabalho. Achamos uma vértebra de titanossauro, que é uma das maiores já coletadas na região. Agora estamos parados porque não temos equipe. Estamos tentando com a empresa a liberação dos funcionários para voltar com as atividades em campo”, pondera.
Uma reunião foi realizada esta semana com os dirigentes da prestadora de serviço e foi acertado o compromisso de retomar as escavações a partir do dia 21 de julho. O geólogo salienta que o trabalho é importante não apenas para o avanço da pesquisa científica, mas também para fomentar o turismo em Peirópolis. “Sem novos achados fósseis, a pesquisa para e toda a cadeia produtiva ligada à paleontologia se desfaz. O turismo é a principal fonte de renda local e temos que criar atrativos para fortalecer essa vocação”, argumenta.
Para o líder comunitário do bairro rural de Peirópolis, Marcelo Rezende, a UFTM precisa apresentar soluções para manter uma programação sistemática de escavações e evitar prejuízos à produção científica. “Ficamos 2013 sem escavações. Isso não pode acontecer novamente agora”, finaliza.