Um dos nomes fortes ao posto de vice de Zema é o do deputado federal Marcelo Aro (Fot Reprodução Instagram @marceloaro)
A escolha do vice para compor chapa com o governador Romeu Zema à reeleição em outubro "rachou" o Partido Novo. Grupo liderado pelo secretário de Governo, Igor Eto, defende a indicação de Marcelo Aro (PP) para a vaga, mas há quem prefira uma "solução caseira" com a escolha do ex-secretário geral de Estado, Mateus Simões (Novo).
Igor Eto é o responsável por coordenar as alianças políticas do governador Romeu Zema. Além dele, empresários que integram o partido Novo também tendem a preferir o nome de Aro. Contudo, também é forte a corrente que defende Mateus Simões para o posto.
O ex-secretário é visto como alguém confiável e fiel às ideias do partido. Além disso, seu nome seria "natural" para suceder Zema nas eleições de 2026, quando o governador deve alçar novos voos e pleitear a Presidência da República.
A escolha do vice é estratégica e é exatamente por isso que há forte corrente que hesite em entregar o cargo a outra legenda. Nesse ponto, um dos grandes exemplos citados é o de Agostinho Patrus (PSD), presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e um dos primeiros a declarar apoio a Zema após o 1º turno das eleições em 2018. Porém, ao assumir a presidência da Assembleia, Patrus passou a atuar como oposição a Zema, dificultando a tramitação e a aprovação de projetos de interesse do governo. Prestes a encarar nova eleição, Patrus e o PSD declararam apoio a Kalil.
Ao jornal O Tempo, Marcelo Aro afirmou que estará ao lado do governador nas próximas eleições independente da escolha que Zema fizer. “Também posso afirmar que tenho certeza que o governador sabe da minha lealdade e compromisso com ele. E por fim, posso dizer que tenho um carinho gigantesco pelo Mateus e acho ele um dos melhores quadros que tem hoje na política mineira”, disse ele ao Aparte. Aro tem o apoio de partidos da base aliada como Podemos, Solidariedade, Agir, PMN, entre outros.
Já Mateus Simões afirmou que há meses tem repetido que o PP é o maior partido já confirmado na coligação e que Marcelo Aro deveria compor a chapa majoritária. “A vaga do Senado já está nas conversas há meses, mas a decisão sobre o vice compete ao Novo, nacional e estadual. É normal que haja divergências sobre o nome que seguirá com o governador”, disse ele ao Aparte.
“Da minha parte, como não sou personalista, nunca atuei ou agi fora da defesa do Novo e seus valores, fico tranquilo com qualquer decisão que seja tomada e qualquer nome que seja escolhido pelo partido”, continuou. Segundo Mateus Simões, ele trabalhará para a reeleição de Zema independente do cenário na chapa.
Outro nome que vinha sendo cogitado para vice de Zema era o de Bilac Pinto (União Brasil), mas já virou "carta fora do baralho", sobretudo pelo apoio de seu partido a Kalil.