Foto/ Ingrid Vasconcelos/Agência Minas
Para viabilizar o programa, o governo estadual repassou montante superior a R$ 5 mi, por meio de convênio
Apesar da crise financeira, Estado oficializou ontem a implantação do Samu Regional Leste/Vale do Aço, com base em Governador Valadares. Por outro lado, o Governo de Minas ainda não fez nenhuma sinalização quanto ao projeto voltado à macrorregião Triângulo Sul, discutido há mais de quatro anos.
Para atender aos 86 municípios do Leste e Vale do Aço, o Samu Regional contará com 39 ambulâncias, sendo oito Unidades de Suporte Avançado (USA), 31 Unidades de Suporte Básico (USB) e uma Central de Regulação, instalada no município de Governador Valadares, para atender às regiões do entorno.
A implementação será dividida em três etapas. A primeira, inaugurada ontem, contempla uma Central de Regulação das Urgências, 12 Unidades de Suporte Básico (USBs) e uma Unidade de Suporte Avançado (USA). Elas estão estrategicamente distribuídas nos municípios de Tarumirim, Mantena, Peçanha, Resplendor, São João Evangelista, Santa Maria do Suaçuí, Governador Valadares, Coronel Fabriciano, Timóteo, Caratinga e Belo Oriente.
O Governo de Minas repassou, por meio de convênio, R$5.046.602,23 para viabilizar o início das operações. No lançamento ontem, o vice-governador Paulo Brandt (Novo) declarou que a implantação do Samu regional Leste e Vale do Aço foi viabilizada pela alocação eficiente dos recursos financeiros.
As demais etapas do projeto serão iniciadas mediante habilitação do Ministério da Saúde. Para a segunda fase, serão acrescidas mais 15 USBs às bases centralizadas de Sardoá, Governador Valadares, Frei Inocêncio, Galileia, Itanhomi, Virgolândia, Aimorés, Conselheiro Pena, Antônio Dias, Dionísio, Açucena, Periquito, Santana do Paraíso, Inhapim e Vermelho Novo. Na terceira e última etapa, outras cinco USAs passarão a integrar as bases descentralizadas de Mantena, Resplendor, São João Evangelista, Timóteo e Caratinga.
Por outro lado, o Samu Triângulo Sul continua restrito ao resgate aéreo. O projeto idealizado em 2016 previa a implantação de bases operacionais em cidades da região e também o envio de mais ambulâncias para compor o serviço na região, mas, até o momento, apenas o helicóptero foi entregue e está em operação.
O Citrisul (Consórcio Intermunicipal da Rede de Urgência e Emergência do Triângulo Sul) já fez várias reivindicações em torno dos veículos para a implantação da parte terrestre do Samu na região na gestão do ex-governador Fernando Pimentel (PT) e também do sucessor Romeu Zema (Novo), porém ainda não houve nenhuma resposta.