Balanço apresentado esta semana pelo Estado recomenda que Uberaba e demais municípios da região do Triângulo Mineiro continuem apenas com atividades essenciais em funcionamento e não liberem, no momento, o retorno de novos setores econômicos.
O recomendação foi feita dentro do programa Minas Consciente, lançado no mês passado para estabelecer etapas para a reabertura gradual de estabelecimentos do comércio, serviços e de outros setores nos municípios mineiros. O avanço entre as fases é definido conforme a análise de indicadores de propagação da doença e da capacidade assistencial, avaliando o cenário de cada cidade e a taxa de evolução da Covid-19 na região.
Pelo levantamento do Governo de Minas, as regiões do Triângulo Sul e do Triângulo Norte ainda não apresentam índices favoráveis para a retomada de novos setores econômicos. As regiões Norte, Jequitinhonha, Leste, Vale do Aço, Sudeste, Centro-Sul, Sul e Oeste também se encontram na mesma condição, segundo análise técnica do Estado.
Conforme a avaliação do governo mineiro, a relação entre o número de leitos/incidência de novos casos e o tempo médio para internação após solicitação nessas localidades ainda não permitem uma folga confiável caso o número de casos cresça em decorrência da reabertura de novos estabelecimentos.
Por isso, a orientação do Estado é que os municípios dessas regiões continuem seguindo os protocolos previstos na primeira etapa (onda verde), com o funcionamento apenas de serviços essenciais para preservar a saúde da população e a capacidade de atendimento do sistema de saúde local.
A lista de serviços essenciais definida pelo governo estadual na primeira etapa confere com o que atualmente já está em funcionamento em Uberaba, como bancos, lotéricas, veículos de comunicação, indústrias, construção civil, atividades veterinárias, estabelecimentos de saúde, comércio varejista e atacadista em geral, restaurantes e outras atividades de alimentação.
Pela avaliação do Estado, apenas as cidades das macrorregiões Centro, Noroeste, Nordeste e Leste do Sul estão em condições para dar seguimento à próxima etapa da reabertura econômica (onda amarela), com a liberação também de atividades de baixo risco com lojas de antiguidades e objetos de arte, armas e fogos de artifício; artigos esportivos e eletrônicos; floriculturas; móveis, tecidos e afins; e outras atividades acessórias (como direito, contador e terceirização). Os critérios adotados para o avanço em cada setor incluem fatores como arrecadação per capita, vulnerabilidade perante à crise, trabalhadores em circulação e nível de aglomeração de pessoas.
Sem previsão
Alguns setores, como os shopping centers, academias e clubes, foram excluídos das etapas do plano de reabertura gradual do Estado por necessitarem uma ótica diferenciada de tratamento. Com isso, não há perspectiva por enquanto para a retomada de atividades .
Segundo as informações do governo mineiro, turismo em geral, clubes, shoppings centers, academias, atividades de lazer e esportivas, grandes eventos, museus, cinemas e demais atividades incentivadoras de grandes aglomerações só poderão ser retomadas quando houver controle da pandemia do coronavírus.
VEJA CADA UMA DAS ETAPAS DO PROGRAMA DE RETOMADA ECONÔMICA, AQUI!