O ex-líder do governo na CMU disse que está alertando a administração municipal para a necessidade de abrir diálogo com todos que o apoiaram
Depois de não economizar elogios à gestão do prefeito Paulo Piau (PMDB), especialmente após o anúncio da possibilidade de investimento de US$100 milhões em Uberaba por empresa polonesa, o vereador Kaká Se Liga (PSL) disse que a atual administração tem imaturidade política e que, apesar de ter larga sustentação partidária, parece que apenas o PMDB integra a administração municipal.
O parlamentar alertou que a articulação política do governo Piau não dá atenção aos outros partidos da base e isto pode ter sérias consequências na eleição municipal do próximo ano. Kaká, atualmente filiado ao PSL, avalia que apenas o PMDB recebe atenção por parte do governo. “Estamos a um ano da eleição e, pelo que sei, a articulação política do governo ainda não procurou nenhum partido aliado para conversar. Isso pode ter sérias consequências no próximo ano, já que o prazo de filiação partidária será de seis meses antes do pleito”, lembrou Kaká.
O ex-líder do governo na Câmara disse que está alertando a administração municipal para a necessidade de abrir diálogo com todos que o apoiaram no processo eleitoral e, mesmo depois, durante a atual gestão. “O prefeito tem o apoio quase unânime da Câmara de Vereadores e também um bom leque de partidos que o apoia. E não é possível governar uma cidade como Uberaba, com tantas demandas, se não formar um governo de coalizão. Mas, não pode achar que o PMDB é o único partido da base”, frisou Kaká.
Antes de tratar da articulação política do governo Piau, Kaká começou sua fala na Tribuna da Câmara com elogios aos resultados da viagem que o prefeito fez a Milão, na Itália. Da Europa, ele anunciou que uma empresa polonesa, do ramo de metalurgia, teria projeto para implantação em Uberaba. O investimento previsto é de US$100 milhões.
A fala de Kaká acabou resultando em algumas críticas de vereadores, como Samir Cecílio (PSDB) e Cléber Cabeludo (Pros), pois para ambos estes anúncios deveriam ocorrer quando o investimento estivesse consolidado e não “nas possibilidades”. “Quem não se lembra do gás total? Foi uma propaganda maciça de um projeto que acabou não dando certo ainda”, citou Cléber.