O ex-presidente da Cohagra, vereador Samir Cecílio (PR), disse que é preciso ter olhar amplo para não falharmos com a justiça social
O ex-presidente da Cohagra, vereador Samir Cecílio (PR), disse que é preciso ter “olhar amplo para não falharmos com a justiça social”. Segundo o parlamentar, quando se trabalha com um universo de mais de cinco mil casas entregues às famílias de baixa renda, no último governo, é impossível que todas, sem exceção, sigam a mesma conduta. “Deveriam seguir, mas não seguem. E isso não acontece apenas no setor da habitação. Essa prática é antiga, não começou agora no programa Minha Casa Minha Vida”, disse. Samir citou algumas das razões que justificariam a existência de imóveis desocupados, que não estão relacionadas à comercialização das mesmas. Como a ausência de equipamento social, como creches e postos de saúde, e a entrega das casas sem muro, uma vez que muitos não têm condições de investir na construção. “Outra situação é que cerca de 80% das casas que entregamos são para mães solteiras, que não têm condições de fazer a mudança de imediato”, argumentou. O vereador criticou a falta de informação que pode levar a falsos julgamentos, ao explicar que apenas as moradias da faixa I não podem ser comercializadas, salvo se o proprietário abrir mão do subsídio e proceder à quitação do imóvel. “Na faixa I, foram entregues 2.329 unidades. E nenhuma delas foi entregue a pessoas que não devessem recebê-las. Os processos são rígidos, rigorosos”, acrescentou. Samir revelou, ainda, que a administração anterior deixou projetos aprovados ou em trâmite, em fase de conclusão, que viabilizam a construção de oito a nove empreendimentos para o PMCMV, faixa I. “Esse é o legado da administração passada para a atual. E acredito que o prefeito Paulo Piau tem capacidade de fazer cerca de 10 mil casas, visto que existem projetos, áreas apropriadas e disponibilidade por parte da CEF e Banco do Brasil”, salientou.