Ana Lúcia Simões integra grupo de 21 nomes anunciado nesta sexta-feira e pretende levar ao diagnóstico gargalos enfrentados por Uberaba e região

Ex-reitora da UFTM, Ana Lúcia Simões (Foto/Divulgação)
Equipe de transição do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) tem nome de Uberaba. A professora e ex-reitora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) Ana Lúcia Simões é uma das 21 pessoas anunciadas nesta sexta-feira pelo vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), que coordenará os trabalhos.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, Ana Lúcia afirmou que recebeu o convite recentemente e demonstrou satisfação com a possibilidade de contribuir para o levantamento de informações sobre a saúde pública mineira. “Fiquei muito feliz, me senti muito lisonjeada de poder contribuir na elaboração desse documento que vai subsidiar a transição de governo”, declara.
A professora explicou que o trabalho inicial será voltado à análise de dados e à identificação da situação atual da saúde no Estado, com atenção também às demandas de Uberaba e da região. A partir desse diagnóstico, as informações serão entregues à próxima gestão para subsidiar decisões administrativas. “Minha expectativa é muito positiva de poder ajudar na elaboração dessa análise sobre a situação de saúde do nosso Estado, da nossa cidade, região, contribuindo com esse momento político importante no nosso Estado”, afirma.
Entre os problemas que poderão ganhar destaque no levantamento está a dificuldade de acesso a leitos hospitalares, especialmente diante da superlotação enfrentada pelo Hospital de Clínicas da UFTM. Ana Lúcia, que foi superintendente do hospital por três anos, afirmou conhecer o problema de perto, inclusive por sua experiência anterior como enfermeira e como reitora da universidade. “É uma situação antiga. Eu posso até, retrocedendo no tempo, lembrar de quando eu mesma fui enfermeira lá no hospital, ainda hospital-escola, das dificuldades que a gente já tinha”, relata.
Segundo ela, o crescimento populacional e o aumento da complexidade dos atendimentos contribuíram para ampliar a pressão sobre a estrutura hospitalar.
A professora ressaltou, entretanto, que o primeiro passo não será apresentar soluções específicas, mas reunir evidências que permitam dimensionar os problemas. “Esse primeiro momento é realmente fazer essa análise e evidenciar, trazer à luz essa realidade que nós, que estamos aqui na ponta, a gente conhece, a gente vivencia”, disse.
A partir dos dados, a expectativa é identificar lacunas e gargalos na assistência à saúde para que o próximo governo possa avaliar as medidas necessárias. Ana Lúcia ponderou que ainda não é possível antecipar quais ações poderão ser adotadas ou quais resultados serão obtidos para Uberaba.
A equipe de transição deverá reunir informações sobre diferentes áreas da administração estadual, incluindo saúde, educação, segurança pública, meio ambiente e finanças. O grupo conta com políticos, servidores públicos, empresários e profissionais com experiência em setores estratégicos, além da possibilidade de participação de especialistas em subcomissões.
De acordo com Ana Lúcia, o cronograma detalhado ainda está em elaboração. Ela destacou que o prazo para produzir o diagnóstico é curto diante da quantidade de informações que precisarão ser analisadas. “É um prazo muito curto para um trabalho longo que a gente tem que fazer”, afirma.
A professora também avaliou que a presença de uma representante de Uberaba na equipe é significativa para a cidade. “Só de ter o nome da cidade lembrado para compor essa comissão já é algo relevante para a gente ficar lisonjeado”, declara.
A equipe terá a função de levantar e organizar informações para subsidiar a transição de governo. A participação de Ana Lúcia, neste primeiro momento, estará concentrada na análise da situação da saúde e na apresentação de dados que possam orientar as decisões da próxima administração estadual.