POLÍTICA

Fábrica de amônia não está entre as primeiras vendas da Petrobras

Paulo Piau já manifestou que tenta agendar reunião com os dirigentes da estatal para garantir inclusão da fábrica de Uberaba no plano de desinvestimento

Gisele Barcelos
Publicado em 02/04/2017 às 16:43Atualizado em 16/12/2022 às 14:15
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Foto/Reprodução

Petrobras começa procedimentos para retomada do programa de desinvestimentos, suspenso no fim do ano passado. Em comunicado ao mercado na última sexta-feira (31), a diretoria da estatal já anunciou cinco grupos de ativos que terão os processos de venda reiniciados nas próximas duas semanas.

A fábrica de amônia em Uberaba não consta na primeira lista divulgada para transação com os investidores privados. No entanto, o prefeito Paulo Piau (PMDB) já manifestou que tenta agendar uma reunião com os dirigentes da Petrobras para garantir que a planta de Uberaba esteja inserida no processo, pois existem investidores interessados em assumir o empreendimento e terminar a obra.

Segundo o comunicado divulgado esta semana, já deverão entrar na nova carteira de desinvestimentos: a venda de participação na BR Distribuidora; a venda da concessão dos campos de Baúna e Tartaruga Verde; a venda de participação no campo de Saint Malo, no Golfo do México; a cessão de concessões em águas rasas nos estados de Sergipe e Ceará, e a cessão de um conjunto de campos terrestres. Outros projetos aptos serão divulgados posteriormente, conforme a nota da estatal.

Conforme a Petrobras, serão seguidos desde o início todos os procedimentos previstos pela nova sistemática de desinvestimentos para atender à determinação do Tribunal de Contas da União. A estatal ainda reafirmou no texto a meta de desinvestir US$21 bilhões até 2018.

Tribunal de Contas da União (TCU) liberou a retomada do programa de desinvestimentos da Petrobras, suspenso desde o fim do ano passado, devido a riscos encontrados no sistema adotado para as alienações.

O TCU revogou com ressalvas uma medida cautelar que suspendia a venda de ativos da Petrobras, mas obrigou a maior parte dos processos, inclusive o da BR Distribuidora, a voltar à estaca zero. Na decisão, o Tribunal chegou a liberar o prosseguimento da venda de Tartaruga Verde (fatia de 50 por cento), Baúna (100 por cento) e dos ativos em águas profundas do Golfo do México no estágio em que se encontravam, mas agora a Petrobras indicou que eles deverão também ser vendidos em um processo totalmente novo.

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