POLÍTICA

Fahim vai hoje à Câmara para prestar contas do 2º quadrimestre

Presidente da Comissão de Saúde do Legislativo diz que vários questionamentos deverão ser feitos ao secretário municipal da Saúde

Renata Gomide
Publicado em 12/12/2014 às 09:52Atualizado em 17/12/2022 às 02:16
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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) presta contas hoje do 2º quadrimestre de 2014, atendendo determinação do Conselho Nacional de Saúde (Resolução 459), sendo os dados referentes ao montante e fonte dos recursos aplicados de maio a agosto deste ano. A audiência pública será realizada no plenário da Câmara a partir de 9h. O evento é aberto à comunidade.

O titular da pasta, Fahim Sawan, confirmou presença na prestação de contas, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura. Números divulgados pela PMU apontam que no período a despesa liquidada total da SMS foi de R$65.701.791,46, sendo R$35.307.728,90 (53,74%) com pessoal, R$28.190.474,37 (42,91%) com custeio e R$2.203.588,19 (3,35%) de investimento.

Ainda segundo material distribuído ontem à imprensa, de maio a agosto o governo federal repassou R$26.247.788,63 à Secretaria de Saúde, enquanto o governo do Estado, “apenas” R$1.279.300,19, totalizando R$27.527.078,82. A contrapartida do município – recursos próprios – foi de R$35.960.470,39. Esses números apontam que 27,66% do orçamento total da Prefeitura foram destinados à SMS.

Já em relação ao acumulado do ano, que compreende o período de janeiro a agosto, a PMU utilizou 22,28% do seu orçamento com o segmento, informa a assessoria de imprensa. Presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara, o vereador Marcelo Borjão (DEM) diz que tem muitos questionamentos a fazer em plenário nesta sexta-feira.

De acordo com ele, o colegiado fez um levantamento segundo o qual no primeiro bimestre a secretaria não comprou medicamentos, assim como no segundo e, no terceiro, as aquisições representaram 0,76% dos gastos. Em contrapartida, os gastos com o Jurídico cresceram a cada bimestre, diz o vereador, acrescentando que os números que vieram para a Câmara são diferentes dos que foram entregues ao Ministério Público e Ministério da Saúde.

Através da assessoria de imprensa da PMU, o subsecretário de Saúde Evaldo Espíndula disse que quando o relatório foi enviado à Câmara Municipal e ao Conselho Municipal de Saúde para a prestação de contas de novembro, os dados ainda não tinham sido atualizados completamente no sistema do Ministério da Saúde.

“Como o relatório já tinha sido enviado, a Secretaria de Saúde optou por não enviar outro atualizado para evitar confusão.” O subsecretário continua declarando que, no entanto, durante a apresentação da prestação de contas ao Conselho Municipal de Saúde – ocorrida posteriormente –, os conselheiros solicitaram que a secretaria enviasse o relatório assim que estivesse atualizado no DATASUS, o que foi feito.

Ainda segundo Evaldo, nesta sexta-feira os técnicos da Pasta apresentarão os dois relatórios, mostrando as diferenças dos dados, em função da atualização após o envio do relatório, esclarecendo cada ponto conforme os questionamentos.

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