Durante a reunião extraordinária de ontem na Câmara Municipal, momentos antes da votação do Projeto de Lei 74/15, que trata da revisão do Plano Plurianual (PPA), o vereador Ismar Marão (PSB) solicitou um encontro reservado com todos os vereadores. A reportagem do JM apurou que o assunto tratado foi a falta de compostura de membro do Legislativo.
Nenhum dos parlamentares quis comentar o motivo que levou à solicitação para reunirem-se em sala fechada. O autor do pedido, Ismar Marão, deixou o plenário logo após a sessão plenária. A reportagem tentou contato por celular, mas o aparelho estava desligado.
O presidente da Câmara, Luiz Dutra (SD), se limitou apenas a dizer que o motivo seria para a adoção de medidas para melhorar a postura dos integrantes do Poder Legislativo, não apenas os vereadores, mas também funcionários. “Foi uma reunião para discutir comportamentos dentro da Casa. E eu diria que, entre funcionários e todos os que fazem parte do contexto do Legislativo, possamos fazer os ajustes de tudo aquilo que está se passando. Trata-se mais de uma questão funcional do que uma questão política”, disse Dutra, em tom cuidadoso.
Uma brincadeira indevida teria motivado a queixa de servidora da Câmara ao vereador Ismar Marão, que é membro da Comissão de Ética da Casa. Daí a motivação para o parlamentar se reunir de forma reservada com os outros vereadores.
O presidente do colegiado, Samuel Pereira (PR), não participou da sessão extraordinária. Mas ele disse, por telefone ao JM, que ainda não sabe o que motivou a convocação do encontro reservado. “Estarei em Uberaba na segunda-feira (1º), vou conversar com os colegas vereadores para me inteirar do assunto. Só então poderemos discutir se é um caso de acionar a comissão”, frisou Samuel.
Comissão. Vale lembrar que este ano a Comissão de Ética já foi acionada pelo vereador João Gilberto Ripposati (PSDB), para apurar fala do vereador Marcelo Machado Borges, o Borjão (DEM), sobre parlamentares terem recebido propina para votar a favor de um projeto que autoriza a construção de cemitério particular na cidade. À época, Borjão foi convocado para prestar esclarecimento sobre o assunto, uma vez que afirmou em plenário que o prefeito Paulo Piau (PMDB) era quem seria o autor da denúncia. O resultado foi que nada foi constatado pelo colegiado. Nesta legislatura, Borjão já havia sido chamado à Comissão de Ética, em outra ocasião.