Durante a audiência pública realizada anteontem à noite na Câmara para discutir as dificuldades financeiras e a suspensão dos atendimentos via SUS no Hospital Beneficência Portuguesa, o 1º secretário da Associação ligada à unidade hospitalar, Rodrigo Daniel Resende, reiterou que o procedimento foi adotado em virtude da falta de medicamentos. “Caso a direção admitisse pacientes sem os medicamentos necessários para o tratamento, a direção clínica seria responsabilizada”, justificou. Ele também reforçou que em 25 de março deste ano solicitou ao município, de forma oficial, uma antecipação do repasse, mesmo sabendo que isso poderia não ser viável. De acordo com ele, a verba seria vital para a manutenção do hospital com a compra de medicamentos e materiais hospitalares. “A suspensão do pronto-atendimento aconteceu no dia 3 de abril, quando houve a falta completa dos medicamentos”, assegurou. Ainda durante a audiência, solicitada pelo vereador China (PSL), da qual participaram os colegas Cléber Cabeludo (PMDB), Ripposati (PSDB), Franco Cartafina (PRB) e Kaká Se Liga (PSL) e representantes da Secretaria de Saúde, Ministério Público, Conselhos de Saúde (municipal e estadual), entre outros, o secretário apresentou resultado de auditoria e perícia na instituição que apontaram rombo de cerca de R$150 mil em 2011. Os dados serão remetidos ao MP. Segundo a subsecretária de Saúde, Gisele de Paula Martins, o município tem total interesse de retomar os serviços do Hospital Beneficência Portuguesa, mas é preciso aguardar a regularização contratual.