POLÍTICA

Falta de profissionais persiste nas Unidades Básicas de Saúde

Duas semanas depois das primeiras denúncias, o problema continua sendo relatado por pacientes

Gisele Barcelos
Publicado em 18/01/2017 às 11:55Atualizado em 16/12/2022 às 15:39
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Foto/Reprodução

Unidade de Saúde do Jardim Copacabana seria uma das atingidas pela falta de profissionais, segundo a própria população

Duas semanas depois das primeiras denúncias de falta de profissionais nas unidades básicas de saúde, o problema continua sendo relatado por pacientes que procuraram atendimento na rede municipal. Equipes estão desfalcadas porque a Prefeitura exonerou os funcionários contratados no fim do ano. A medida foi para dar lugar aos aprovados no concurso público, mas, até o momento, nem todas as nomeações foram realizadas.

Um dos problemas relatados à reportagem do Jornal da Manhã, nesta semana, refere-se à unidade de saúde do Jardim Copacabana. População do bairro denunciou que apenas uma recepcionista e um médico estão trabalhando no local. A informação é que os demais funcionários foram exonerados, desde equipe de limpeza até dentistas e enfermeiros. Porém, ainda não houve a substituição por profissionais aprovados no concurso.

Em nota, a Prefeitura confirma que a equipe está reduzida, mas negou que a situação seja grave como apontado na denúncia. Segundo informações da administração municipal, a unidade do Jardim Copacabana está atualmente com dois técnicos de enfermagem por turno, um ginecologista, um clínico geral, um técnico do PSF, quatro agentes comunitários, um recepcionista e um funcionário para limpeza do local.

A Prefeitura ainda manifesta que, para completar a equipe da unidade, falta apenas a contratação de um enfermeiro e de um dentista. “Os profissionais para recompor o quadro serão convocados por meio do Concurso Público”, continua o texto.

As reclamações por falta de profissionais nas unidades básicas vêm sendo registradas desde o início do ano e já desaguaram no Conselho Municipal de Saúde. Após as primeiras denúncias, a PMU posicionou que os problemas verificados eram pontuais, devido ao processo de substituição dos contratados por concursados.

O Município também assegurou que medidas estavam sendo tomadas para preencher as lacunas, inclusive com remanejamentos na equipe para causar o menor impacto possível durante a fase de transição. De acordo com as informações repassadas ao Jornal da Manhã, 150 profissionais de Saúde aprovados no concurso público já tinham sido convocados e assumiriam os cargos ainda em janeiro.

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