POLÍTICA

Fiemg faz videoconferência para analisar doação de respiradores para a Uberaba

Hoje, um respirador chinês custa em torno de US$ 30mil, enquanto aqueles em produção nas indústrias mineiras são mais acessíveis

Daniela Brito
Publicado em 15/04/2020 às 20:52Atualizado em 18/12/2022 às 05:38
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Foto/Divulgação

Videoconferência promovida pela Fiemg Regional ontem discutiu o fluxograma de enfrentamento ao coronavírus em Uberaba

Uberaba pode receber respiradores doados pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), por meio do governo de Estado. Ontem, o conselho estratégico da Regional do Vale do Rio Grande, junto com representantes dos sindicatos patronais, realizou videoconferência com o prefeito Paulo Piau, o secretário municipal de Saúde, Iraci Neto, e o superintendente regional de Saúde, Maurício Ferreira, para saber qual é a demanda do município.

Segundo a presidente da Fiemg Vale do Rio Grande, Elisa Araújo, as regionais estão conhecendo a realidade dos municípios no enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19) para que seja feito o direcionamento das doações, da ordem de R$90 milhões, que serão revertidos na compra de respiradores. “Queremos dar a destinação correta a estes equipamentos, sabendo da necessidade dos municípios”, afirma. Além disso, ela informa que toda destinação será feita em conjunto com o governo do Estado. O valor é fruto de campanha iniciada no mês passado que mobiliza indústrias, sindicatos e sociedade na arrecadação de recursos para o enfrentamento à pandemia em Minas Gerais.

Conforme acordado na videoconferência, a Prefeitura e a Superintendência vão enviar os dados como número de leitos e o planejamento de trabalho de combate à doença, detalhado por escrito até sexta-feira (17) para que possam ser viabilizadas as doações.

Elisa Araújo revela ainda que, durante o encontro, o grupo tomou conhecimento que o município já recebeu R$11 milhões em recursos por parte do Ministério da Saúde, mas está com dificuldade de adquirir equipamentos para o enfrentamento à Covid-19.

Ainda de acordo com Elisa Araújo, os equipamentos doados podem ser adquiridos junto às indústrias mineiras, que estão produzindo respiradores a custo bem menor que os importados da China. Hoje, um respirador chinês custa em torno de US$ 30mil, enquanto aqueles em produção nas indústrias mineiras são mais acessíveis, pois variam entre US$10 mil e US$12 mil. “Estes respiradores estão em processo de registro na Anvisa”, diz a dirigente, que acredita que o investimento pode ser melhor se for feita a compra dos equipamentos mais em conta, produzidos em Minas Gerais.

Para isto o conselho estratégico tomou conhecimento, durante a videoconferência, do fluxograma de atendimento aos casos de Covid-19, como, por exemplo, número de leitos, estrutura hospitalar, equipamentos disponíveis e quantidade de profissionais para o combate à doença.

A Fiemg Vale do Rio Grande também levou demandas do setor para a discussão, como apoio para a vacinação de trabalhadores e mais segurança nas portas das indústrias. As vacinações, no entanto, não foram confirmadas, pois na campanha, segundo revelou o secretário de Saúde, Iraci Neto, as doses são contadas para atender ao público-alvo. Já em relação ao plano de segurança, o prefeito Paulo Piau ficou de analisar a demanda, segundo Elisa Araújo.

O conselho estratégico é formado por representantes da Black&Decker, Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), Duratex, Electric Ink, Neotech, Sipcam Nichino Brasil, Skala Cosméticos e Yara Brasil Fertilizantes.

 

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