POLÍTICA

Fila eletrônica na rede pública de saúde pode ser extinta por Fahim

Surgiu uma alternativa para atendimento dos usuários da rede pública de saúde, com mais agilidade já está em estudo, mas depende de recursos financeiros

Publicado em 29/04/2013 às 09:12Atualizado em 19/12/2022 às 13:21
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Gisele Barcelos

Segundo Fahim, a fila eletrônica tem 28 mil demandas, quase 10 mil solicitações para exames de ultrassom

Insatisfeito com a demora no agendamento de consultas e exames por meio da fila eletrônica, o secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan (sem partido), revela a possibilidade de extinguir o programa. Alternativa para atendimento dos usuários com mais agilidade já está em estudo, mas depende de recursos financeiros.

De acordo com Fahim, a fila eletrônica tem 28 mil demandas aguardando agendamento, sendo quase 10 mil solicitações para exames de ultrassom. Ele conta que a Secretaria de Saúde já prepara a contratação de serviços em caráter de urgência para diminuir a espera e normalizar o atendimento. O titular da pasta informa que o serviço poderá ser feito em forma de mutirão, pois o Ministério da Saúde assegurou pagamento dos prestadores com valor 50% acima da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

O secretário salienta que o usuário fica meses aguardando em casa sem qualquer previsão de agendamento e até corre o risco de perder a vaga caso não atenda o telefonema. Por isso, Fahim adianta que a fila eletrônica está sendo repensada em busca de uma nova alternativa para a marcação de consultas e exames. A proposta em análise é a criação de uma central de atendimento humanizado, onde o paciente apresentaria a demanda e já sairia com a certeza do local, dia e horário da agenda. “Do jeito que está hoje, é impossível que a fila eletrônica continue. A fila eletrônica é cruel. A gente realmente precisa de uma outra solução que não seja essa espera indefinida na casa da pessoa e sem retorno da secretaria”, acrescenta.

A central de atendimento já foi apresentada ao prefeito Paulo Piau (PMDB) e agora está nas mãos da Superintendência de Parcerias e Projetos Intersetoriais (Seppai) para viabilizar a captação dos recursos necessários.

Em paralelo, Fahim informa que a Secretaria continuará tentando contratar especialistas para atender a demanda da rede. Nesse sentido, o secretário acredita que o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Grande (Cisvalegran) pode ser um caminho para ampliar o número de atendimentos.

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