Surgiu uma alternativa para atendimento dos usuários da rede pública de saúde, com mais agilidade já está em estudo, mas depende de recursos financeiros
Gisele Barcelos
Segundo Fahim, a fila eletrônica tem 28 mil demandas, quase 10 mil solicitações para exames de ultrassom
Insatisfeito com a demora no agendamento de consultas e exames por meio da fila eletrônica, o secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan (sem partido), revela a possibilidade de extinguir o programa. Alternativa para atendimento dos usuários com mais agilidade já está em estudo, mas depende de recursos financeiros.
De acordo com Fahim, a fila eletrônica tem 28 mil demandas aguardando agendamento, sendo quase 10 mil solicitações para exames de ultrassom. Ele conta que a Secretaria de Saúde já prepara a contratação de serviços em caráter de urgência para diminuir a espera e normalizar o atendimento. O titular da pasta informa que o serviço poderá ser feito em forma de mutirão, pois o Ministério da Saúde assegurou pagamento dos prestadores com valor 50% acima da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).
O secretário salienta que o usuário fica meses aguardando em casa sem qualquer previsão de agendamento e até corre o risco de perder a vaga caso não atenda o telefonema. Por isso, Fahim adianta que a fila eletrônica está sendo repensada em busca de uma nova alternativa para a marcação de consultas e exames. A proposta em análise é a criação de uma central de atendimento humanizado, onde o paciente apresentaria a demanda e já sairia com a certeza do local, dia e horário da agenda. “Do jeito que está hoje, é impossível que a fila eletrônica continue. A fila eletrônica é cruel. A gente realmente precisa de uma outra solução que não seja essa espera indefinida na casa da pessoa e sem retorno da secretaria”, acrescenta.
A central de atendimento já foi apresentada ao prefeito Paulo Piau (PMDB) e agora está nas mãos da Superintendência de Parcerias e Projetos Intersetoriais (Seppai) para viabilizar a captação dos recursos necessários.
Em paralelo, Fahim informa que a Secretaria continuará tentando contratar especialistas para atender a demanda da rede. Nesse sentido, o secretário acredita que o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Grande (Cisvalegran) pode ser um caminho para ampliar o número de atendimentos.