POLÍTICA

Fim do auxílio emergencial: Confira como o país e Uberaba devem ser afetados

Raiane Duarte
Publicado em 24/12/2020 às 09:42Atualizado em 19/12/2022 às 05:34
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A pandemia da Covid-19 ainda não chegou ao fim, contudo o auxílio emergencial brasileiro já tem data para terminar. Com o fim do benefício, a parcela da população que está desempregada já se preocupa com as contas do próximo mês e, principalmente, com a sobrevivência básica. O programa social começou com o valor de R$600 e hoje está em R$300, a previsão de encerramento é dia 29 deste mês. 

Segundo o calendário de pagamentos da Caixa Econômica Federal, os depósitos do auxílio emergencial chegaram a quase 68 milhões de pessoas. Com isso, a tendência é que mais pessoas entrem em situação de extrema pobreza. O economista e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/ Ibre), Daniel Duque, por exemplo, calcula que a extrema pobreza, que já atinge 13,6 milhões de brasileiros, vai crescer e pode até dobrar no Brasil no início de 2021. 

A extrema pobreza é definida quando a pessoa vive com menos de US$1,90 por dia. Ela atingiu 6,9% da população brasileira em 2019 e caiu para 3,3% em meio à pandemia de Covid-19 por conta do auxílio emergencial. Duque calcula que ela ainda pode alcançar algo em torno de 10% a 15% dos brasileiros no próximo ano, atingindo mais de 20 milhões de pessoas. Já a pobreza, que considera as pessoas que vivem com menos de US$ 5,50 por dia e atingia 24,7% da população brasileira no ano passado, deve variar entre 25% e 30% da população em 2021.

Com isso, o Brasil ainda deve sofrer uma elevação da taxa de desemprego, que já bateu o recorde de 14,6% nos últimos meses. Segundo o professor de economia do Insper e CEO da Siegen, Fabio Astrauskas, o desemprego pode chegar a 20% em 2021, saltando de 14,1 milhões para cerca de 20 milhões.

Demissões

O número de demissões no Brasil em quatro meses foi o mesmo de quatro anos. Entre os anos de 2014 e 2018, o Brasil perdeu 920 mil postos de trabalho. O que chama a atenção nesse número é que ele se repetiu em 2020, mas em um período de apenas quatro meses, ocasionado pela pandemia do coronavírus. Os números estão no mais recente Anuário do Trabalho nos Pequenos Negócios (2014 /2018), lançado pelo Sebrae em parceria com o Dieese. A publicação traça um panorama completo da geração de empregos pelo segmento e compara a atuação dos pequenos negócios com as médias e grandes empresas.

Impactos em Uberaba

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), desde junho, Uberaba registra índices positivos na geração de novos postos de trabalho. Apenas em três meses: março, abril e maio, houve retração.

Geração de empregos formais em Uberaba desacelerou no mês de novembro, mas ainda apresenta saldo positivo pelo sexto mês consecutivo. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, no mês de novembro o município abriu 185 novos postos com carteira assinada. O comércio foi o setor que garantiu o resultado com a abertura de 331 vagas formais em novembro. O saldo do ano também segue negativo, com o fechamento de 128 postos de trabalho. 

Quanto à procura por vagas de emprego, de acordo com o Elder Árcega, coordenador do Sine Municipal da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, não é possível mensurar com números exatos quantas pessoas buscaram o Sine. 

Árcega conta que quando chegou a pandemia caiu drasticamente os atendimentos, visto que os presenciais foram suspensos e limitados, e implementou ações para fazer online. "Não tem como afirmar que caiu por conta do auxílio emergencial. Não é possível essa avaliação ser demonstrada em números", diz. Contudo, o coordenador do Sine Uberaba avalia que haverá aumento na busca pelas vagas de emprego ao término do auxílio emergencial, mas não é possível comprovar em números, de todo modo acredita nessa tendência.

Antes da pandemia, em 2019, avaliando o número de atendimentos presenciais do Sine, foi computado o atendimento que passava no sistema, ou seja, o cidadão é atendido para intermediação de vagas, seguro desemprego ou algum tipo de cadastro, isso passa pelo sistema. Aquele que só passa, olha no mural algumas vagas, mas não passa pelo sistema, não consegue detectar. Mas os números que passaram pelo sistema em 2019, foram média de 4.083 atendimentos por mês registrados.

Aprender a empreender

Com o aumento do desemprego e a necessidade de gerar renda, algumas pessoas têm optado pela realização de pequenos serviços e venda de produtos. Para quem está tentando iniciar um negócio, aprender empreender é importante. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), por exemplo, oferece cursos deste tipo de forma online e gratuita. Como ter ideias criativas e inovar na prática?, Aprender a empreender e Os segredos por trás de um instagram vendedor são algumas opções de cursos para quem teve uma ideia e quer começar algo novo.

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