Logo após a divulgação da nomeação do ex-presidente Lula para o Ministério da Casa Civil, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), presidida pelo deputado federal Marcos Montes (PSD), decidiu apoiar por unanimidade o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A informação foi publicada no jornal O Estado de S. Paulo.
A FPA é também conhecida como a frente ruralista. Montes já defendeu o impeachment e apoiou a manifestação do último domingo (13), que em Uberaba, segundo cálculos da PM, teria reunido entre 18 mil e 20 mil pessoas. Apesar de estar filiado em um partido da base do governo federal, o parlamentar sempre se posicionou como oposicionista, tendo inclusive apoiado e trabalhado pela candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) à presidência da República em 2014.
A FPA divulgou uma nota em que diz que “os fundamentos políticos e econômicos nos mostram que essa crise será duradoura, caso não se estanque aqui e agora pelas vias legais de que dispõe o Estado Democrático de Direito”.
O texto distribuído pela FPA diz ainda que “neste instante, em que o nosso País vive uma grave crise política, econômica e social, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) vem a público manifestar o seu inconformismo e o irrestrito apoio às ações do Judiciário e do Congresso Nacional no sentido de apressar o rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff”.
Rejeitado. Os ministros Roberto Barroso, Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Carmen Lúcia votaram até o início da noite ontem, em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), contra todos os recursos da Câmara dos Deputados sobre o rito de tramitação na Câmara, definido pelo próprio STF, do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Já os ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes votaram a favor dos recursos da Câmara.
E por 9 votos a 2, o STF definiu que os recursos da Câmara fossem rejeitados. Isso significa que a comissão especial do impeachment, ao contrário do que desejava a Mesa Diretora da Câmara, deverá ter os seus membros eleitos em votação aberta, por indicação dos líderes partidários. Além disso, o Senado terá o poder de rever a decisão da Câmara de eventualmente autorizar a abertura do processo.