POLÍTICA

Fusão de partidos não avança e líderes divergem sobre assunto

Com as coligações mantidas para as eleições proporcionais, as fusões entre o PPS e PSB e entre o DEM e PTB não avançaram

Gisele Barcelos
Publicado em 11/06/2015 às 23:14Atualizado em 16/12/2022 às 23:46
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Com as coligações mantidas para as eleições proporcionais, as fusões entre o PPS e PSB e entre o DEM e PTB não avançaram. As siglas anunciaram as tratativas para junção partidária em abril deste ano, mas agora as cúpulas nacionais retrocederam.

Expoentes do PTB, DEM, PPS e PSB analisaram não ver vantagem com a fusão depois que a coligação proporcional foi mantida pela Câmara dos Deputados, pois o método de disputa atual permite que as parcerias eleitorais sejam firmadas a cada eleição sem necessidade de formação de bloco institucionalizado.

Na semana passada, o PSB comunicou oficialmente a direção do PPS sobre a desistência da parceria no momento. Um dos pontos seriam as divergências entre o posicionamento das duas siglas nas eleições municipais do próximo ano. Na Bahia, por exemplo, os partidos estão em grupos opostos.

Apesar de ser a favor da fusão, o deputado estadual Antônio Lerin (PSB) avalia que a decisão da cúpula nacional levou em consideração as lideranças dos partidos nos municípios e estados. “Cada um colocou as dificuldades de conduzir esse processo em um momento pré-eleitoral. Então, o assunto voltará a ser discutido com as bases somente em 2017, depois das eleições municipais”, ressalta.

Já o líder do PPS em Uberaba, Alaor Carlos de Oliveira, afirma que sempre se posicionou contra a fusão desde o início das articulações. Segundo ele, a proposta levaria à extinção da sigla porque o nome e o número do PSB seriam mantidos. “Levaríamos a ficha de filiados e os mandatos para o PSB. Seria uma migração e representaria o fim do PPS”, acrescenta.

Oliveira ressalta que havia interrompido às articulações com vistas ao pleito de 2016 em função do anúncio da fusão. Ele afirma que o processo será retomado a partir de agora para preparar o PPS para as eleições municipais do próximo ano, com a formação de chapa de vereadores e alianças para a candidatura majoritária.

A fusão entre DEM e PTB também foi engavetada. Após diversos meses de negociações, as cúpulas dos dois partidos não conseguiram chegar a um acordo. Entre os pontos pendentes estava a divisão do controle do novo partido na Executiva nacional.

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