Defesa do ex-ministro pediu também acesso ao material recolhido no apartamento que permitiu identificação de digitais
Foto/Polícia Federal
Dinheiro armazenado em espécie em apartamento em Salvador, provavelmente usado para armazenar valores recebidos como propina
Defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra do sigilo telefônico para saber qual o número de telefone que fez a ligação anônima que levou a Polícia Federal a encontrar R$ 51 milhões em apartamento em Salvador, capital da Bahia, que seriam do peemedebista.
Os advogados de Geddel pediram, ainda, ao ministro Edson Fachin que não só entregue o registro telefônico à PF como também a identidade do policial que atendeu à ligação, no dia 14 de julho deste ano. Além disso, a defesa quer ter acesso ao material que foi recolhido no apartamento e que permitiu a identificação das digitais do próprio ex-ministro e de outras pessoas envolvidas no caso. Ministro Edson Fachin ainda analisará o pedido dos advogados.
Prisão. Geddel Vieira Lima foi preso no dia 8 de setembro depois que policiais encontraram suas impressões digitais no próprio dinheiro. Antes disso, cumpria prisão domiciliar em Salvador. A PF suspeita que parte do dinheiro encontrado seria proveniente de propina para viabilizar a liberação de crédito do FI-FGTS a empresas. O ex-ministro é suspeito de receber R$ 20 milhões em propinas. Antes de ser ministro do governo Temer, Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal entre 2011 e 2013, indicado pela então presidente Dilma Rousseff.