POLÍTICA

Governador diz que fábrica de amônia no DI-3 será concluída

Em Uberaba ontem, o governador Fernando Pimentel (PT) assegurou que a fábrica de amônia será concluída. O projeto foi atingido pelo corte no plano de negócios da Petrobras

Gisele Barcelos
Publicado em 17/09/2015 às 07:33Atualizado em 16/12/2022 às 22:15
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Foto/Neto Talmeli

Mauro Borges, presidente da Cemig, revelou que a Codemig contratou consultoria junto ao HSBC para a busca de parceiro privado

Em Uberaba ontem, o governador Fernando Pimentel (PT) assegurou que a fábrica de amônia será concluída. O projeto foi atingido pelo corte no plano de negócios da Petrobras e a obra está paralisada desde julho, mas Pimentel afirma que negociações já estão em andamento com investidor privado para assumir o empreendimento. O petista acredita que a transação deverá ser finalizada ainda este ano.

De acordo com Pimentel, a Petrobras vai vender parte das ações da fábrica para o setor privado e o sócio entraria com capital para terminar a obra. Ele adianta que o governo mineiro está trabalhando para identificar um investidor. “Vamos ter a planta de amônia, mas a Petrobras não vai fazê-la. A Petrobras está vendendo o ativo dela [no projeto]. Nós estamos procurando um sócio. Eu acho que não vai demorar. Antes do fim do ano a gente consegue isso [finalizar o processo]. O Estado e a Petrobras estão determinados a fazer a planta de amônia e o gasoduto”, disse, sem especificar a empresa interessada na parceria.

Já o presidente da Cemig, Mauro Borges, explicou que a Codemig (Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais) contratou uma consultoria especializada para formatar a proposta de negócio para apresentar ao setor privado. “Foi contratado um trabalho junto ao HSBC, banco com grande experiência em projetos de negócios, para estruturar a proposta que viabiliza a entrada de investidores privados interessados nesse negócio [...] É um caminho viável, mas, para acontecer, a Petrobras tem que estar disposta a vender o ativo para esse novo consórcio”, pondera.

Borges também afirma que a concretização da parceria com setor privado viabilizaria a retomada de obras da fábrica de amônia e, consequentemente, a construção de gasoduto até o Triângulo Mineiro. Segundo ele, o duto somente é viável se houver uma unidade consumidora da matriz energética. Por isso, o executivo argumenta que não há condições de falar sobre um cronograma para o empreendimento antes de resolver o impasse quanto à obra da Petrobras. “O duto é um meio de transporte de gás. Só posso fazer transporte se tem um destino para o gás. Se esse destino não está assegurado, não tenho como fazer gasoduto. É fundamental que a Petrobras defina quando vai entregar a unidade de fertilizantes [...] Agora, a Petrobras retirou de seu plano de negócios o investimento da unidade de Uberaba. Quando faz isso, ficamos sem consumidor. Não faremos gasoduto para não ter destino. [...] A questão chave é recolocar o projeto no plano de negócios”, analisa.

Acertada a retomada da construção da fábrica em Uberaba, o presidente da Cemig assegurou que o gasoduto estará pronto a tempo para abastecer a unidade. “O duto não é objetivo final e sim a unidade de fertilizantes. Tendo a planta industrial, o gasoduto estará disponível na data marcada pela Petrobras”, salienta. Borges não adiantou qual é o modelo de gasoduto a ser implantado. Hoje, três alternativas estão em avaliaçã o gasoduto Betim-Uberaba, o projeto da TGBC, vindo de São Carlos, e o prolongamento de um ramal de Ribeirão Preto. Segundo o presidente da Cemig, a opção será pelo traçado com menor custo.

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