O governo federal anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de aproximadamente 15% nos valores do Bolsa Família. Com a mudança, o benefício mínimo pago por família passa de R$ 600 para R$ 691.
O reajuste foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e deverá começar a valer a partir da folha de pagamento de outubro. O benefício médio também será atualizado, passando de R$ 675 para aproximadamente R$ 777.
Segundo o governo, a atualização busca recompor a inflação acumulada desde o último reajuste do benefício. O valor mínimo de R$ 600 estava mantido desde 2022.
De acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões nas contas públicas em 2026. Para 2027, a projeção é de aproximadamente R$ 22 bilhões.
O ministro afirmou que o governo identificou espaço fiscal para realizar o reajuste dentro das regras orçamentárias. A proposta de Lei Orçamentária de 2027 também deverá ser modificada para incorporar os novos valores.
O anúncio foi feito 17 dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. A proximidade entre a medida e o calendário eleitoral foi destacada por diferentes veículos na cobertura do anúncio.
O reajuste, no entanto, foi apresentado pelo governo como uma recomposição do valor do benefício diante da inflação acumulada desde sua última atualização.
O Bolsa Família é pago mensalmente de acordo com o calendário definido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), considerando o último dígito do NIS.
Os pagamentos referentes a setembro começaram nesta quinta-feira (17), ainda com os valores anteriores ao reajuste.
A previsão divulgada pelo governo é que os novos valores sejam aplicados a partir da folha de outubro.