De acordo com a representante do Sintsprev-MG, a categoria pede um reajuste salarial de 27%, com aumento gradual durante os próximos quatro anos
Servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão em greve há mais de dez dias e aguardam melhores propostas do governo federal antes de voltarem ao trabalho. A paralisação foi deflagrada por tempo indeterminado, a partir do dia 7 de julho.
Segundo Sandra Rafacho, diretora do Sindicato dos Previdenciários de Minas Gerais, a categoria tentou negociar a pauta de reivindicações durante meses, antes de decidir entrar em greve. “Temos uma pauta geral discutida no Ministério do Planejamento, juntamente com todos os outros servidores federais, também temos pautas específicas protocoladas nos Ministérios da Previdência, da Saúde e do Trabalho, onde estamos discutindo a pelo menos oito meses, mas infelizmente não tivemos outra alternativa a não ser deflagrar a greve”, afirma.
De acordo com a representante do Sintsprev-MG, a categoria pede um reajuste salarial de 27%, com aumento gradual durante os próximos quatro anos, e incorporação das gratificações ao vencimento, pois hoje representam 70% da remuneração no INSS e 52% na Seguridade Social. “Quanto às gratificações, é preciso esclarecer à sociedade que a gratificação é muito maior que o salário, mas no momento em que a pessoa aposenta ela cai vertiginosamente, dando um prejuízo exorbitante ao servidor. Queremos ainda plano de cargos e carreiras, porque hoje nós temos uma pauta de valores que não oferece nenhuma mobilidade na carreira. Pedimos 30 horas de trabalho para todos, o que viabilizaria um atendimento de mais qualidade à sociedade”, esclarece Sandra.
Além disso, a categoria reivindica a realização de um novo concurso público para contratação de mais servidores, pois existe hoje uma defasagem de pelo menos 60% na mão de obra da seguridade social. “Na agência de Uberaba, por exemplo, existem 25 guichês de atendimento, mas quando o segurado ou cidadão que chega fica horas e horas sentado, aguardando atendimento, é porque na realidade há somente 12 trabalhadores em serviço. Ou seja, nunca há 25 servidores para atender”, alerta.
Sandra Rafacho lembra que a categoria também é contra as terceirizações, bem como paridade entre o pagamento de servidores da ativa e dos aposentados.