Representantes do SindSaúde estiveram na Câmara onde solicitaram a intermediação do Legislativo para a solução do conflito enfrentado atualmente
Fot Rodrigo Garcia/CMU
Funcionários em greve do Hélio Angotti estiveram com o presidente da Câmara, Luiz Dutra, que cedeu o plenário para ato na próxima terça (8)
Representantes do SindSaúde (Sindicato dos Trabalhadores em Hospitais e Casas de Saúde de Uberaba) estiveram na Câmara Municipal de Uberaba (CMU), onde solicitaram a intermediação do Legislativo para a solução do conflito enfrentado atualmente pelos funcionários da Associação de Combate ao Câncer do Brasil Central (Hospital Dr. Hélio Angotti).
Os membros do SindSaúde entregaram ao presidente da CMU, Luiz Dutra (SD), documento assinado pelo presidente da Feessemg (Federação dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado de Minas Gerais), Rogério Fernandes. Há seis dias, trabalhadores estão de braços cruzados em protesto contra os cortes de benefícios da categoria.
“Atendendo à solicitação do SindSaúde, liberei o espaço para o ato público para a próxima terça (8), às 15h. Na oportunidade, a categoria poderá protestar e expor os motivos que a levaram a optar pela greve, que já tem adesão de 180 pessoas (a instituição conta com 523 funcionários). O ato será aberto a toda a comunidade”, disse Dutra.
O documento exibido ao presidente relata que a discórdia foi gerada em razão do descumprimento de normas coletivas de trabalho, enfrentado pelos trabalhadores do hospital, que é referência no tratamento de câncer na região. “O hospital nos últimos meses está atrasando os salários de seus trabalhadores e fazendo pagamento de forma parcelada, além disso, cancelou benefícios previstos em acordo coletivo, cortou plano de saúde e as gratificações por exercício de função de confiança”, traz o ofício.
Segundo o presidente do SindSaúde, Juny Júnior, a greve é por tempo indeterminado, até que sejam atendidas as reivindicações. “Viemos hoje ao gabinete do presidente Dutra pedir a intermediação da Câmara na realização de negociação entre o hospital, Prefeitura, sindicato, federação e Ministério Público. Infelizmente, pacientes estão sendo prejudicados com a situação”, destacou Juny.
O material entregue a Dutra ressalta que “tal medida é extrema e prejudica tanto a população quanto os próprios trabalhadores. Estamos abertos para o diálogo e negociações, que entendemos ser o mais viável para todas as partes”.