Audiência pública realizada dia 26/04 sobre o HR levantou a discussão de diversos problemas envolvendo a saúde pública
Audiência pública iniciou discussão sobre como colocar o Hospital Regional em funcionamento
Audiência pública realizada na tarde desta sexta-feira (26) sobre o Hospital Regional levantou a discussão de diversos problemas envolvendo a saúde pública no município.
Idealizador do evento, o vereador Kaká Se Liga (PSL) explicou que a proposta foi promover um debate sobre a estrutura que vai atender 27 municípios que integram a macrorregião do Triângulo Sul. “Precisamos discutir de forma coordenada com todos os gestores públicos como colocar o Hospital Regional em funcionamento. Não podemos esperar até que surjam os problemas”, afirmou.
O superintendente Regional de Saúde, Iraci José de Souza Neto, abriu o debate apresentando os principais problemas que envolvem o setor, desde a atenção primária até a média e alta complexidade. Entre as questões, ele citou a baixa cobertura assistencial, a pouca efetividade nas ações, o déficit de leitos e a insuficiência de profissionais.
Ele também revelou que o custo da estrutura deverá ser de R$ 3,8 milhões a R$ 4,5 milhões, totalizando um custeio anual de R$ 45 milhões a R$ 54 milhões. E considerando que para cada leito são necessários de cinco a sete funcionários, 800 profissionais terão de ser contratados para fazer a estrutura funcionar entre médicos, enfermeiros e pessoal técnico administrativo. O superintendente ainda abordou os modelos de gestão do HR. São três possibilidades: gestão direta do município, terceirização para uma organização privada de direito público ou a criação de um ente público dando como exemplo, o Consórcio Intermunicipal de Saúde.
O secretário de Saúde Fahim Sawan demonstrou maior preocupação quanto à reestruturação de toda a prestação de serviço da saúde – principalmente na atenção primária. Segundo ele, deve ser o primeiro problema da administração municipal a ser resolvido, antes do HR entrar em funcionamento. O secretário revelou que hoje há uma carência de 400 profissionais na rede para reestruturar as equipes do Programa de Saúde da Família (PSF’s) e das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s). E a fila eletrônica possui 28 mil procedimentos parados. “A falta de planejamento dos últimos anos trouxe o caos para o atendimento da saúde em Uberaba”, destacou o secretário.