Índice de infestação caiu de 5,36 em janeiro para 3,28, o que representa médio risco, conforme os critérios do Ministério da Saúde
A Secretaria Municipal de Saúde divulgou ontem o Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de março. O índice de infestação caiu de 5,36 em janeiro para 3,28 este mês, o que representa médio risco, conforme os critérios do Ministério da Saúde. Entretanto, o resultado é superior ao observado no mesmo período do ano passado, quando a infestação era de 1,9. O titular da Saúde, Fahim Sawan (sem partido), afirma que o pico da doença ocorre justamente no período chuvoso e a queda observada é positiva. No entanto, secretário argumenta que o índice atual não é motivo para comemoração e chama a comunidade para permanecer mobilizada no combate ao mosquito da dengue. “O mosquito está sendo encontrado muito nos sacos de lixo e dentro de casa. Então, precisamos intensificar o controle domiciliar”, alerta. Na pesquisa, os bairros apontados com situação de alto risco para dengue sã Nossa Senhora Aparecida, Costa Teles 1, Silvério Cartafina, Orlando Costa Teles, bairro de Lourdes, Residencial Jardim Califórnia, Residencial 2000, Maringá, José Barbosa, Manoel Mendes, Jardim Manhattan, Parque São José, Oneida Mendes, Residencial Parque dos Buritis, Mercês, Vila Celeste, Tutunas, Jardim Uberaba, Grande Horizonte, Recanto das Torres, Villagio del Fiori, Residencial Dom Eduardo, Olinda, Pontal e Umuarama. O secretário salienta que monitoramento permanente está sendo feito para direcionar ações pontuais aos locais com pior desempenho. “Não podemos descansar um minuto. Não há possibilidade de relaxamento no controle nem durante a estação seca. Tivemos uma epidemia anteriormente e, se não combatermos o mosquito agora, podemos ter outra no ano que vem”, acrescenta. De acordo com Fahim, já foram gastos aproximadamente R$3 milhões este ano para as ações referentes à dengue, principalmente com o custeio de 192 pacientes internados para tratamento. Do montante, R$600 mil foram repassados pelo Estado, R$800 do Ministério da Saúde e R$1,5 milhão dos cofres municipais. Até agora, 10.479 notificações por suspeita de dengue foram registradas em Uberaba. O município tem nove mortes causadas pela doença. Mais um óbito ainda está em investigação.