POLÍTICA

Infestação do Aedes cai, mas cidade se mantém em alerta

Levantamento realizado neste mês revela que infestação do mosquito Aedes aegypti está em 2,5%, contra os 4,26% verificados em janeiro passado

Gisele Barcelos
Publicado em 25/10/2019 às 21:28Atualizado em 18/12/2022 às 01:24
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Lara Rocha Batista, chefe do Departamento de Controle de Zoonoses, diz que o trabalho de limpeza que está sendo feito mudou o perfil dos locais que têm foco do mosquito

Infestação predial do mosquito Aedes aegypti diminuiu em Uberaba, mas cidade permanece em estado de alerta – conforme os parâmetros estabelecidos pelo Ministério de Saúde. Levantamento realizado este mês aponta índice de infestação de 2,5% no município, contra 4,26% verificados em janeiro deste ano. 

Com o levantamento é possível identificar as áreas mais críticas da cidade e direcionar o trabalho de combate ao Aedes aegypti nos próximos meses. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde não divulgou a lista de bairros com maior risco de proliferação do mosquito no momento.

A reportagem do Jornal da Manhã solicitou a informação, mas os dados não foram repassados até o fechamento desta edição. O titular da pasta, Iraci Neto, também não foi localizado para falar sobre as regiões que registraram maior infestação.

Quanto aos principais criadouros do mosquito, o levantamento mostra que a maioria dos focos se encontrava em depósitos móveis, como vasos, pratos, recipientes de degelo de geladeira e bebedouros de animais. Em seguida, aparecem depósitos fixos como calhas, lajes, ralos e sanitários em desuso.

A chefe do Departamento de Controle de Zoonoses, Lara Rocha Batista, afirma que houve uma mudança em relação ao levantamento de janeiro. “Na pesquisa anterior, o lixo e os objetos inservíveis apareciam como depósitos predominantes. Essa alteração no perfil é resultado do trabalho que vem sendo realizado anualmente de mutirão de limpeza, por meio do qual foram recolhidas mais de 61 toneladas de possíveis criadouros de mosquitos”, argumenta. 

Com apenas dois casos de dengues, cidade passa a ter baixa incidência.

Dados do Boletim Epidemiológico da dengue apontam que, em 2019, Minas Gerais registrou 482.827 casos prováveis (casos confirmados mais suspeitos) de dengue, e 150 óbitos em 46 municípios; e 94 óbitos permanecem em investigação para a doença.

Em Uberaba, foram registrados dois casos de dengue no mês de outubro. O número registra queda, uma vez que em setembro foram notificados dez casos. Em relação aos primeiros nove meses do ano, o total de casos foi de 1.215 e o município já é considerado de baixa incidência da doença.

Em relação à febre chikungunya, Minas Gerais registrou 2.780 casos prováveis da doença em 2019 e até o momento foi confirmado um óbito por chikungunya do município de Patos de Minas, e existe um óbito em investigação.

Em Uberaba, nas últimas oito semanas do ano nenhum caso de chikungunya foi registrado em Uberaba. No ano, as notificações chegaram a 55, o que é considerado baixa incidência.

Já em relação à zika, foram registrados 756 casos prováveis da doença em 2019, até a data de atualização do boletim. Em relação a Uberaba, nas últimas oito semanas, somente um caso de zika foi registrado no município e, no ano, foram 124, número também considerado de baixa incidência.

O estado está em situação de alerta para esse aumento no número de casos das doenças transmitidas pelo Aedes (dengue, chikungunya e zika).

Sobre o índice de alerta, a chefe de Controle de Zoonoses afirma que as ações de combate ao mosquito não foram interrompidas, mas justifica que chuvas fortes e altas temperaturas antecederam o atual levantamento. “Apesar de o serviço de visitas domiciliares ser contínuo, altas temperaturas e a presença de objetos que possibilitem o acúmulo de água tornam o ambiente propício para a proliferação do mosquito, uma vez que haja a presença de ovos viáveis”, pondera. Além disso, Lara reforça a necessidade de apoio e colaboração da população para combater o mosquito, já que ainda há grande incidência de criadouros dentro dos imóveis.

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