POLÍTICA

Inflação, energia e dólar fazem Codau reajustar tarifa em 18%

Em termos percentuais, a menor faixa de consumo (até 10 metros cúbicos) terá índice maior de reajuste, em torno de 28%. Já as demais faixas de consumo terão aumento de 18%

Gisele Barcelos
Publicado em 14/11/2015 às 09:17Atualizado em 16/12/2022 às 21:19
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Foto/Neto Talmeli

Luiz Neto, presidente do Codau, apresenta os novos valores a serem praticados a partir de janeiro pela autarquia

Codau anunciou ontem reajuste da tarifa de água. O impacto será observado nas contas a partir de janeiro de 2016. Em termos percentuais, a menor faixa de consumo (até 10 metros cúbicos) terá índice maior de reajuste, em torno de 28%. Já as demais faixas de consumo terão aumento de 18%, mesmo percentual que será aplicado no preço dos serviços operacionais. A taxa de esgoto não teve alteração e continua correspondendo a 70% do valor da tarifa de água.

O presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, justifica que o reajuste abrange a variação da inflação nos últimos 12 meses, a projeção de aumento na tarifa de energia elétrica a partir de março de 2016 e também a variação cambial do dólar por causa do empréstimo junto ao Banco Mundial. Além disso, ele ressalta que a alta inadimplência, o acréscimo no preço dos combustíveis e de outras despesas operacionais também impactaram os cálculos. “O resultado para a planilha de custos seria de 29,5%, mas não aplicamos tudo isso. Nós fizemos um plano de economia e diminuímos 80% de horas extras, reduzimos frota e fizemos outros cortes para conseguir uma proposta de reajuste menor”, defende.

Questionado sobre o percentual superior aplicado aos pequenos consumidores, Guaritá pondera o reajuste da faixa um de consumo englobou também os custos para a emissão e recebimento bancário de todas as faturas. “Hoje há uma reclamação de que nem todos os bancos recebem a conta do Codau. Para que a gente possa trazer mais instituições, temos que pagar um preço maior. Esse fator que incluímos no cálculo do grupo”, justifica, lembrando que processo licitatório já foi aberto para ampliar a lista de bancos que recebem os boletos da autarquia.

O engenheiro salienta ainda que o grupo com consumo de até 10 metros cúbicos representa 40% dos consumidores e a despesa bancária foi repartida num universo de 144 mil ligações. Por isso, ele argumenta que a diferença no valor final será de apenas R$9,52 a mais por imóvel. “Não podemos esquecer que o pequeno consumidor não é apenas a casa simples. O escritório de advocacia, por exemplo, também consome pouca água e se encaixa nesse grupo”, defende.

Com o reajuste, a conta na faixa um de consumo subirá de R$32,47 para R$41,89, incluindo a taxa de esgoto. Já a tarifa social sairá de R$16,24 para R$20,95. No caso da zona rural, o valor passará de R$19,48 para R$25,13 para quem consome, no máximo, 10 metros cúbicos de água por mês.

Os novos valores foram aprovados pelo comitê municipal de saneamento e agora estão disponíveis em consulta pública. Questionamentos podem ser encaminhados até o dia 27 de novembro para o e-mail uberaba.comsab@gmail.com.

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