Alto índice de insatisfação com o governo Dilma apontado em pesquisa CNT-Ibope é atribuído à campanha de difamação nas redes sociais
Alto índice de insatisfação com o governo Dilma Rousseff (PT) apontado em pesquisa CNT-Ibope é atribuído à campanha de difamação nas redes sociais contra as medidas de ajustes adotadas pela petista, conforme liderança do PT em Uberaba.
O levantamento CNI-Ibope revela que apenas 24% dos entrevistados afirmaram confiar na petista, pior resultado dos últimos 20 anos. Além disso, a pesquisa aponta que a reprovação ao governo Dilma chegou a 64%, contra 12% de avaliação positiva e 23% regular.
Para o presidente do PT em Uberaba, Josimar Rocha, os números refletem a especulação feita em torno das medidas de ajuste fiscal tomadas pela presidente. Segundo ele, informações equivocadas vêm sendo repassadas nas redes sociais e criaram um ambiente caótico, onde muitos eleitores temem a extinção de programas como Bolsa Família, Fies e Minha Casa Minha Vida.
No entanto, Josimar avalia que a insatisfação deverá diminuir ao passo em que forem observados os resultados práticos das medidas de ajuste fiscal. Segundo ele, a presidente ainda tem três anos e meio de mandato pela frente, o que será tempo suficiente para esclarecer a situação e recuperar a popularidade. Por isso, o líder petista considerou estratégica a mudança no comando da comunicação do governo, com a substituição de Thomas Traumann por Roberto Messias.
Já para o vereador tucano João Gilberto Ripposati, uma simples mudança na estratégia de comunicação não será suficiente para reverter a situação de Dilma. Ele argumenta que a desconfiança do eleitor mostra o descrédito ao discurso atual da presidente, que está totalmente contrário à mensagem propagada enquanto estava na condição de candidata à reeleição. “Na época da campanha foi dito que estava tudo certo e o país ia bem. Era uma ilusão e agora todos os brasileiros estão pagando a conta. Não se deve comprometer com o que não dá conta de fazer. A população fica prejudicada e o resultado a gente vê refletivo nessa pesquisa”, acrescenta.
O parlamentar também pondera que criar um pacote de ajuste fiscal sem corte nos gastos federais e a redução do número de ministérios é outro fator que aumenta o descontentamento. “A população está atenta para aquilo que diz que vai consertar e não corrige de fato”, finaliza.