POLÍTICA

Interrompido desde 2014, volta do Fica Vivo é cobrada pelo Legislativo local

A Câmara de Vereadores de Uberaba cobrou do governo de Minas Gerais o retorno do projeto Fica Vivo

Marconi Lima
Publicado em 05/06/2015 às 15:03Atualizado em 16/12/2022 às 23:51
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A Câmara de Vereadores de Uberaba cobrou do governo de Minas Gerais o retorno do projeto “Fica Vivo”, suspenso na cidade desde o fim de 2014. O programa, desenvolvido pelo governo estadual, tem o objetivo de mudar a realidade de crianças, adolescentes e adultos em situação de risco social. Em Uberaba eram atendidos, em média, 400 adolescentes por mês.

O vereador Edmilson de Paula (PRTB), que usou a tribuna do plenário para falar sobre o assunto, lembrou que o programa de combate à criminalidade e inclusão social foi reconhecido internacionalmente como um importante avanço contra o crime.

Desde sua criação, até o ano de 2010, o “Fica Vivo” teria sido responsável pela redução em até 55% do número de homicídios nos locais em que foi implantado, segundo levantamentos do governo do Estado. O programa tem sido indicado como referência a outros países pelo Banco Mundial (BID) e Organização das Nações Unidas (ONU).

Os Centros de Prevenção à Criminalidade são instalados em espaços localizados nas próprias comunidades, onde são oferecidas oficinas aos jovens moradores, como oportunidade de encontrar um novo caminho, longe da violência e da criminalidade.

Em Uberaba, a suspensão da verba destinada pelo governo do Estado fez com que o programa fosse cancelado. Para Edmilson de Paula o “Fica Vivo” é muito importante, pois tira os jovens das ruas e os afasta das drogas, além de ter apoio dentro das escolas.

Segundo informações da Prefeitura de Uberaba, o programa foi implantado na cidade em meados de 2008 e encerrado em dezembro do ano passado. Como o trabalho é voltado para a prevenção de homicídios, o Estado alegou que a cidade não contava com o índice necessário para continuar o programa.

Durante a realização do projeto foi feito um mapeamento da cidade, sendo atendidos jovens de bairros periféricos, especialmente locais com alto índice de criminalidade. Edmilson solicitou empenho do governo municipal para cobrar do Executivo estadual o retorno do programa para a cidade.

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