POLÍTICA

Irmã de Aécio Neves é indiciada pela PF por obstrução da Justiça

Publicado em 10/06/2020 às 21:10Atualizado em 18/12/2022 às 06:58
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A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta quarta-feira, 10, a irmã do deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, por obstrução de Justiça. Segundo a PF, ela é acusada de embaraçar investigações relacionadas a organizações criminosas a que ela supostamente pertencia ou tinha interesse direto. A obstrução era baseada na obtenção de informações sigilosas da Polícia Federal.

Agora, cabe ao Ministério Público decidir se apresentará ou não denúncia contra ela. Andrea poderá cumprir até 10 anos de prisão, se condenada pela Justiça. O inquérito, concluído nesta quarta-feira pelo delegado Rodrigo Morais, é um desdobramento da Operação ROSS. Deflagrada em 2018, a operação encontrou documentos sigilosos e internos da Polícia Federal na casa de Andreia Neves em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte. Entre eles, estaria o depoimento de Joesley Batista, dono da JBS. Joesley é um dos delatores de Aécio Neves na Operação Lava Jato.

Segundo os investigadores, advogados cooptaram servidores da Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais com o objetivo de obter acesso ilegal a informações sigilosas de diversas investigações do órgão no Estado. Eles ofereciam aos clientes acesso privilegiado a informações e facilidades ilegais que, segundo a Polícia Federal, “embaraçavam diversas investigações - principalmente aquelas que envolviam organizações criminosas”.

Em nota, a defesa de Andrea Neves disse que está perplexa com o que chamou de “finalização precipitada da investigação” e que o indiciamento contraria as provas obtidas no próprio inquérito. Segundo a nota, as investigações demonstraram que Andrea nunca solicitou documentos a quem quer que seja e nunca teve contato com qualquer agente público.

“Os documentos que se encontravam em sua residência já tinham o seu conteúdo amplamente divulgado pela imprensa, sendo, portanto, estapafúrdia a hipótese de que poderiam ser usados para qualquer ato de obstrução de justiça”, diz a nota assinada pelo advogado Fábio Tofic Simantob.

*Com informações de O Tempo

 

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