Tesoureiro do PT é acusado de receber propina em esquema de corrupção na Petrobras; o mandado é de prisão preventiva
Polícia Federal anuncia prisão preventiva do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, na 12ª etapa da Operação Lava-Jato, que investiga largo esquema de corrupção na maior estatal do país, a Petrobrás. Vaccari foi detido em casa, em São Paulo, e será levado até Curitiba, onde acontece a investigação.
Junto com Vaccari, foi presa temporariamente sua cunhada, Marice Correa, uma vez que seu nome também aparece nas investigações. A PF cumpriu também mandado de condução coercitiva contra a mulher do tesoureiro para que ela prestasse esclarecimentos. Nos casos de condução coercitiva, a pessoa é liberada após o depoimento.
Desde o surgimento de seu nome nas investigações, Vaccari nega participação no esquema. Seu nome surgiu em depoimentos do ex-gerente da estatal, Pedro Barusco, em acordo de delação premiada, que afirmou ter Vaccari recebido cerca de R$ 200 milhões em nome do PT. O nome do tesoureiro aparece também em depoimentos do doleiro Alberto Youssef, outro delator da Lava Jato.
Em depoimento à CPI da Petrobras na semana passada, Vaccari respondeu forma evasiva aos questionamentos sobre a legalidade das doações eleitorais recebidas pelo PT, negando que os recursos tenham vindo em forma de propina paga pelas empreiteiras acusadas na Lava Jato.