POLÍTICA

Kaká quer parceria com a PMU para contrapartida social da OS

Segundo o parlamentar, em São Paulo a parceria existe desde 1998 para assistir crianças e jovens carentes e em situação de risco

Marconi Lima
Publicado em 09/11/2015 às 08:35Atualizado em 16/12/2022 às 21:24
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Foto/ Arquivo

Segundo Kaká Se Liga, a iniciativa poderia beneficiar alguns Cemeis

Uma nova parceria entre a Prefeitura de Uberaba e a Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, que atualmente é responsável pela administração das Unidades de Pronto-Atendimento (Upas), foi discutida na Câmara Municipal de Uberaba (CMU). O objetivo seria estabelecer uma contrapartida da Organização Social (OS) para a cidade, nos moldes de convênios já realizados com cidades do interior de São Paulo.

O autor da sugestão é o vereador Kaká Se Liga (PSL), que defende a iniciativa para beneficiar a administração de alguns Centros Municipais de Educação Infantil (Cemeis). O parlamentar levantou que em São Paulo a parceria existe desde 1998, para a assistência às crianças e aos jovens carentes e em situação de risco. De acordo com o vereador, após 17 anos, o resultado do projeto de Educação Infantil da Pró-Saúde está promovendo o desenvolvimento integral de centenas de crianças, em todos os seus aspectos: físico, emocional, psicológico, intelectual e social.

Kaká disse que o projeto conta com equipes multidisciplinares, como diretor, coordenador pedagógico, professores de educação infantil e auxiliares de berçário, enfermagem, administrativo, limpeza e cozinheira, além de merenda de qualidade e a capacitação de gestores, professores e técnicos.

O vereador ressaltou, ainda, que o valor do contrato entre a Pró-Saúde e o Município é bastante significativo, e que seria bastante justo haver a contrapartida social por parte da OS. “Não é uma terceirização, e sim um investimento realizado pela Pró-Saúde”, afirmou o autor da proposta, esclarecendo que a administração dos Cemeis, ou de qualquer outra entidade, continua sendo da Prefeitura.

“A Prefeitura teria um custo menor, dinheiro que poderia ser utilizado talvez na criação de outros Cemeis”, defendeu Kaká. Para ele, se não for um Cemei, que seja elaborada outra forma de contrapartida social, levando em conta que é um contrato longo, envolvendo grandes valores. “Por que não fazer essa gestão financeira para tirar o peso da Prefeitura?”, questionou o vereador, que já encaminhou requerimento nesse sentido ao prefeito Paulo Piau.

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