Depois de passar por alterações e correções, projeto autorizando o município a firmar financiamento com a Caixa Econômica Federal foi aprovado pelo Legislativo
Depois de passar por alterações e correções, projeto autorizando o município a firmar financiamento com a Caixa Econômica Federal foi aprovado pelo Legislativo. Estava previsto para ser uma sessão movimentada, depois do bate-boca protagonizado por alguns vereadores na reunião anterior, mas os parlamentares discutiram o projeto de financiamento de R$ 68 milhões.
De acordo com a proposta, os recursos serão aplicados na execução do Programa Saneamento para Todos, como ampliação e adequação da Estação de Tratamento de Água (ETA), adução e captação de água e automação do sistema de distribuição de água do município. O valor financiado terá carência de quatro anos e será dividido em 240 parcelas. Ainda consta em planilha apresentada pelos técnicos do Codau que o pagamento será feito em parcelas de aproximadamente R$ 600 mil mensais.
Para enriquecer a defesa do projeto, o presidente do Codau, José Luiz Alves, apresentou um vídeo, datado de 2007, onde mostra as condições do local. Ele afirmou que equipamentos estão sucateados e a estrutura comprometida.
A expectativa era de que a matéria não fosse aprovada pelos vereadores, uma vez que a maioria se posicionou contrária na sessão de terça-feira (15). Vereadores João Gilberto Ripposati (PSDB) e Antônio dos Reis Gonçalves Lerin (PSB), por exemplo, mostravam dificuldades em votar a proposta, assim como Carlos Alberto de Godoy (PTB).
Com a reorganização do documento pela equipe jurídica da autarquia, Ripposati chegou a elogiar planilha apresentada por José Luiz. Godoy enfatizou que, mesmo concordando com posicionamento dos colegas contrários ao projeto, adiantou que votaria favorável, garantindo que vai acompanhar a aplicação dos recursos para amenizar riscos.
Já Lerin mudou o discurso na sessão de ontem. Anteriormente, ele criticou o projeto, não aceitou participar de reunião reservada antes da colocação da matéria em pauta e ontem voltou atrás, alegando que votaria favorável porque entendia que o projeto vem ao encontro do desenvolvimento e que a população seria a maior beneficiada. “Temos de votar com responsabilidade e transparência”, salientou.
Ao final da discussão do projeto, os parlamentares aprovaram a proposta com o mínimo de votos necessários, dois terços, o que equivale a 10 votos. Por se tratar de aprovação com maioria qualificada, o presidente Lourival dos Santos (PCdoB) também participou da votação. Apenas os vereadores Itamar Ribeiro de Rezende (DEM), Marcelo Machado Borges (PMDB) e Afrânio Cardoso Lara Resende (PP) foram contra. Samuel Pereira (PR) preferiu se abster.
Para José Luiz Alves, o resultado da votação representa a confiança que os parlamentares estão depositando na administração municipal. “Não é um financiamento para o prefeito, o presidente da autarquia ou para o Codau, mas sim para a população de Uberaba”, concluiu.