Com pouca discussão, a matéria de iniciativa do vereador Marcelo Machado Borges, o Borjão (DEM), obteve aprovação da unanimidade dos presentes em Plenário
A Câmara Municipal aprovou projeto que inclui o narguile na lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas ou qualquer produto que cause dependência física ou psíquica, aos menores de 18 anos.
Com pouca discussão, a matéria de iniciativa do vereador Marcelo Machado Borges, o Borjão (DEM), obteve aprovação da unanimidade dos presentes em Plenário.
O narguile é composto de um fornilho, uma mangueira e um recipiente contendo água perfumada, ou não, pelo qual passa a fumaça antes de chegar à boca. No fornilho, uma peça de cerâmica, coloca-se o tabaco, e, por cima deste, o carvão em brasas. Segundo o autor do projeto, o uso da substância está virando moda em eventos que reúne a juventude na cidade.
Na defesa de sua matéria, o vereador diz que estudos sobre o tema apontam que uma hora fumando narguile equivale ao consumo de 100 cigarros comuns, o que mostra um excesso de ingestão de nicotina.
“O consumo lento e a diluição possibilitam que maiores quantidades de nicotina sejam absorvidas, sem causar náuseas e tonturas que a inalação rápida provoca quando se fuma cigarros. Outro risco é quanto à fumaça, que tanto pode ser tragada ou não. É importante deixar claro que mesmo quando a fumaça não é tragada, a mucosa da boca absorve diretamente a nicotina”, diz Borjão.
O narguile tem origem no Oriente. Uma das versões sobre o seu surgimento é a de que teria sido inventado na Índia do século XVII, pelo médico Hakim Abul Fath, como forma para retirar as impurezas da fumaça. Quando chegou à China, passou a ser utilizado para fumar o ópio e assim permaneceu até a revolução comunista, no fim da década de 40.