Estado anunciou repasse de R$60 milhões às prefeituras para custeio do transporte escolar rural na semana passada
Estado anunciou repasse de R$60 milhões às prefeituras para custeio do transporte escolar rural na semana passada e também a abertura de R$250 milhões em linhas de crédito no BDMG para viabilizar investimentos em infraestrutura, saneamento, construção de prédios públicos e aquisição de máquinas nos municípios. A medida, no entanto, ainda não foi considerada suficiente para atender às reivindicações do movimento municipalista.
Para o presidente da Amvale, Celson Pires, a ação do governador Fernando Pimentel (PT) foi um resultado antecipado à mobilização que aconteceu ontem. Ele avalia que já é um avanço a resposta do Estado em relação a algumas demandas dos municípios, mas espera que a postura também se estenda ao governo federal.
Já o vice-presidente da AMM, Rui Ramos, analisa que o governador foi solidário aos municípios, apesar das dificuldades financeiras vivenciadas pelo próprio Estado. Por outro lado, ele argumenta que o anúncio não traz soluções para a crise das prefeituras. “Não resolve nada. Precisamos de dinheiro através de programas, não financiamento. Não estamos dando conta de pagar a folha, como vamos pagar o banco para fazer obras de infraestrutura?”, questiona.
Ramos também pondera que o valor disponibilizado para o custeio do transporte escolar rural é irrisório. Embora o governador defenda que os R$60 milhões representarão aumento de 30% no repasse às prefeituras para arcar com as despesas de locomoção dos estudantes, o vice-presidente da AMM alega que o auxílio financeiro não traz alívio aos cofres municipais.
No comando da Prefeitura de Pirajuba, Ramos cita que a cidade gasta em torno de R$45 mil com transporte escolar por mês e o Estado repassa hoje somente R$21 mil anualmente para o custeio do serviço. “Um aumento de 30% vai elevar a ajuda do Estado para quase R$30 mil por ano. Eu gasto mais de R$40 mil em um mês. Não estou desprezando o auxílio do governador. Qualquer dinheiro que entra é importante, mas, dentro da atual conjuntura e da gravidade do problema, o valor não significa nada”, declara.