POLÍTICA

Líder do Nas Ruas tem esperança de impeachment acontecer

O grupo é autor de um dos requerimentos em tramitação na Câmara Federal para a abertura de processo de impeachment da petista

Gisele Barcelos
Publicado em 27/09/2015 às 20:38Atualizado em 16/12/2022 às 22:05
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Foto/Divulgação

Protesto contra a presidente Dilma Rousseff (PT) trouxe a líder do movimento Nas Ruas, Carla Zambelli, a Uberaba ontem. O grupo é autor de um dos requerimentos em tramitação na Câmara Federal para a abertura de processo de impeachment da petista. A mobilização também contou com uma boneca inflável de 12 metros de altura, satirizando a presidente.

De acordo com Zambelli, o protesto contra o governo federal em Uberaba é simbólico porque o prefeito Paulo Piau (PMDB) foi um dos apoiadores da campanha de reeleição de Dilma e inclusive pretendia fazer uma homenagem à presidente com o tombamento da casa que pertenceu aos avós da petista. “Queremos mostrar que a população acordou e está vigilante”, declara.

Mesmo sem avanço dos pedidos de impeachment no Congresso depois da série de manifestações populares no país contra a presidente, Carla acredita que o processo deverá se consolidar até o fim do ano. Segundo ela, o requerimento protocolado pelo fundador do PT, Hélio Bicudo, está bem fundamentado e deverá ser levado adiante.

“Temos esperança sim de [do impeachment] se concretizar. Estamos pressionando o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para que tome uma atitude log ou coloca um dos pedidos de impeachment em votação ou arquiva todos os processos para que outro deputado solicite o desarquivamento de uma das propostas para decisão sobre a admissibilidade do impeachment. Está na mão dele a situação”, acrescenta.

Segundo a líder do movimento Nas Ruas, a expectativa é a votação acontecer ainda este ano na Câmara dos Deputados e, se acatado o pedido de impeachment, Dilma já seria afastada do cargo de imediato. Com isso, o vice Michel Temer (PMDB) assumiria interinamente o governo por seis meses e o prazo seria utilizado para o Senado analisar o embasamento da proposta. “Acreditamos que, no ano que vem, depois do recesso parlamentar, já seria possível uma decisão sobre o assunto”, pondera.

Questionada, Zambelli salienta que o ideal seria a cassação da chapa inteira, com a saída de Dilma e Temer. No entanto, ressalta que o processo de cassação é demorado. Por isso, ela defende que a entrada de Temer na presidência seria a solução mais viável no momento. “O movimento não vai acabar. Nada impede de também pedirmos a saída dele futuramente”, afirma.

Além do impeachment, a mobilização faz parte da campanha de repúdio à reimplantação da CPMF e aumento da carga tributária. O grupo local também pleiteia que o governo municipal cancele a compra da casa que pertenceu aos avós de Dilma.

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