Enquanto representantes dos governos de Minas Gerais e São Paulo retomaram as articulações em torno da proposta de trazer o gás do interior paulista para abastecer a fábrica de amônia de Uberaba, lideranças empresariais de Patos de Minas se mobilizaram para cobrar implantação do gasoduto Betim-Uberaba na Gasmig.
A comitiva de Patos de Minas foi recebida pelo presidente da Gasmig, Eduardo Ferreira. Na audiência, o presidente da Fiemg regional do Alto Paranaíba em Patos de Minas, João Batista Nunes Nogueira, defendeu que o gasoduto construído 100% em território mineiro seria estratégico para impulsionar o setor industrial no interior do Estado.
Além disso, Nogueira ressaltou que o projeto contribuirá para diversos setores produtivos localizados nesse percurso, como as indústrias de fundição e metalurgia, de Itaúna e Divinópolis, e a termoelétrica, de Mateus Leme e Juatuba. “Se as indústrias mineiras puderem contar com uma fonte de energia mais acessível como o gás, voltarão a ser competitivas e Minas Gerais será inserido em um novo cenário de desenvolvimento”, concluiu.
De acordo com o presidente da Fiemg regional do Alto Paranaíba, a fábrica de amônia em Uberaba viabiliza a implantação do gasoduto, pois a planta consumirá mais da metade do volume transportado. Ele argumenta que, se o gás for trazido de São Paulo, Minas Gerais perderá a oportunidade de viabilizar o duto mineiro e assegurar o desenvolvimento das indústrias mineiras.