Foto/Arquivo
Dutra entende que o PMDB tem que captar as manifestações ocorridas no último domingo, dia 13
O presidente da Câmara de Uberaba, vereador Luiz Dutra (PMDB), defendeu a saída do seu partido do governo Dilma Rousseff (PT). No último fim de semana, quando aconteceu a convenção do PMDB, Dutra esteve em Brasília, onde, ao lado do prefeito Paulo Piau (PMDB), se reuniu com o vice-presidente da República, Michel Temer.
Em convenção realizada no dia 12, o partido decidiu que, em até 30 dias, o Diretório Nacional vai anunciar se mantém apoio ao governo da presidente Dilma Rousseff. Principal partido da base aliada do governo, o PMDB chegou dividido à convenção entre manter o apoio ao governo ou decidir pelo afastamento.
De acordo com Dutra, o PMDB está preparado para ajudar a reconstruir o Brasil, mas não pode mais caminhar com o PT, um partido que tenta implantar um regime bolivarianista no país. “Em lugar nenhum do mundo o socialismo deu certo. E está provado que no Brasil também não, pois o país está sucateado”, ressaltou.
Dutra reconheceu que, mesmo dentro do PMDB, algumas mudanças precisam ser realizadas. Um dos principais nomes do partido é réu em ação da Lava-Jato, no Supremo Tribunal Federal (STF): o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. Ele é acusado de receber propina de US$5 milhões em negócios da Petrobras.
Para o vereador, o PMDB tem que captar as manifestações ocorridas no último dia 13, quando milhões de pessoas em mais de 200 cidades no Brasil se manifestaram pelo fim da corrupção e pelo impeachment da presidente Dilma.
O vice-presidente da legenda, senador Valdir Raupp (RO), defendeu que o partido adote uma posição de independência em relação ao governo Dilma, inclusive abrindo mão dos cargos que ocupa no Executivo.