
Lula apresentou Dario Durigan como o próximo ministro da Fazenda, a partir da saída de Fernando Haddad (Foto/Marcelo Camargo/Agência Brasil)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta quinta-feira (19/3) que o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, vai substituir o ministro Fernando Haddad à frente da pasta.
Durante um evento em São Paulo, ao citar o nome de Durigan, Lula o apresentou ao público presente: “Dario, levanta aí para as pessoas te conhecerem. O Dario será o substituto do Haddad. Olhem bem para a cara dele, porque é dele que vocês vão cobrar muitas coisas”, disse.
Dario Durigan é o atual “número 2” da Fazenda e um nome de confiança de Haddad, que deve anunciar ainda nesta quinta-feira sua pré-candidatura ao governo de São Paulo.
No evento, Lula também se disse “triste” com a redução de 0,25% na taxa básica de juros pelo Banco Central (BC), fixando o índice em 14,75%. A equipe econômica do governo esperava uma queda em 0,5%, em virtude do conflito envolvendo Irã, Israel e Estados o Unidos, que gerou uma escalada no preço do petróleo.
“Hoje é um dia em que eu poderia estar mais feliz. Mas estou triste porque esperava que o nosso Banco Central baixasse a taxa de juros em pelo menos 0,5%. E abaixou só 0,25% dizendo que é por causa da guerra. Porra, essa guerra até no nosso BC? Não é possível”, declarou.
Ainda segundo o presidente, Haddad ficará marcado como “o ministro da Fazenda mais exitoso da história desse país”, citando a aprovação da reforma tributária após quatro décadas de impasses.
Preço dos combustíveis
Em seu discurso, Lula insistiu para que os governadores zerem o ICMS sobre os combustíveis, como uma tentativa de reduzir o preço final para o consumidor. Na semana passada, o governo anunciou a isenção de tributos federais que incidem sobre a gasolina e o diesel. O petista criticou o fato de que, mesmo assim, os postos reajustaram os preços.
“Significa que nesse país tem bandido que quer ganhar dinheiro até com o enterro da mãe, até com a fome dos pobres. Não é possível. [...] Não vamos permitir que mais um bandido ganhe da maioria do povo brasileiro, que quer apenas viver decentemente e criar a sua família sem nenhuma encheção de saco”, disse.
“Vamos fazer todo o esforço que o governo federal puder fazer e também pedir para os governadores uma isenção do ICMS, para não permitir o aumento. O governo federal se dispõe a devolver para eles metade das isenções que eles fizerem. Vamos ver se eles vão fazer”, completou.
Fonte: O Tempo.