POLÍTICA

Marão diz que vereadores têm maturidade suficiente para não usar CEI das vacinas como arma contra Elisa

Gisele Barcelos
Publicado em 27/05/2021 às 14:33Atualizado em 19/12/2022 às 03:29
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Desgaste na relação do governo municipal com os vereadores não deve influenciar posicionamento do Legislativo quanto à CEI (Comissão Especial de Inquérito) que apura possíveis irregularidades na vacinação contra a Covid-19. A afirmação é do presidente da Câmara, Ismar Marão (PSD), que falou à Rádio JM sobre o estremecimento na relação dos parlamentares com o Executivo. A crise foi evidenciada com a rejeição da revisão do PPA ontem.

Em entrevista à programa Pindo do Jota na manhã desta quinta-feira (27), Marão fez várias críticas à postura da atual gestão por estabelecer um diálogo de mão única e afirmou que os vereadores estão encontrando dificuldades para terem as demandas atendidas, o que foi observado inclusive em relação ao projeto de revisão do PPA.

"Antigamente, os vereadores eram convidados comparecer na Prefeitura e discutir os nichos que poderíamos estar trabalhando [...] As ideias que foram apresentadas através de emendas, não precisavam ter sido através de emendas. Poderiam ter sido discutidas antecipadamente e acostadas no próprio PPA. O questionamento dos vereadores e a reclamação foi justamente essa", argumenta.

Apesar do desgaste evidenciado na relação com o governo municipal, o presidente do Legislativo declarou que a CEI das vacinas não será utilizada como arma política para desestabilizar a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade). Ele afirma que os vereadores têm maturidade para diferenciar as situações.

"Não tem nada a ver uma coisa com a outra. A CEI tem que fazer um trabalho técnico e específico daquilo que ela foi criada. Se existir indícios de irregularidades, temos que trabalhar é isso", disse.

O relatório da comissão especial deve ser analisado no próximo mês em plenário. A partir disso, o Legislativo pode decidir por instaurar uma Comissão Parlamentar Processante (CPP), que poderia resultar em penalidades.

Questionado, Marão também nega que a insatisfação dos vereadores com o Executivo favoreça a abertura da CPP. Segundo ele, qualquer posicionamento será com base técnica.

"O voto para a criação de uma CPP é específico e é técnico. Não se pode de maneira nenhuma cometer a irresponsabilidade de criar uma CPP porque não gosta da prefeita ou acha que ela não está administrando a cidade com relação à Covid da maneira que tem que ser feito. As coisas tem que ser separadas neste momento", encerra.

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