Empossada ontem no cargo de diretora educacional da Superintendência Regional de Ensino, Marilda Ribeiro não planeja mudanças na equipe
Empossada ontem no cargo de diretora educacional da Superintendência Regional de Ensino, Marilda Ribeiro não planeja mudanças na equipe do órgão estadual por enquanto. A educadora não acredita em resistência dos servidores que atuaram ao longo da gestão tucana e agora estão sob o comando do grupo político adversário.
Marilda ressalta a competência dos técnicos que nos últimos três meses deram andamento às atividades sem a presença de um coordenador-geral. “Dentro da superintendência nós temos profissionais da Educação que levam com seriedade o que fazem [...] Com eles, eu pensarei este mandato”, pondera.
A educadora afirma que o foco inicial é colher informações nas escolas e com servidores da área técnica para ouvir as reivindicações e propostas para definir o plano de ação à frente da superintendência. “Em princípio, preciso conhecer organograma da Casa. Quero conversar com servidores e com todos os departamentos. Diante disso, vamos ver o que apontará o futuro”, disse, novamente, afastando a possibilidade de troca imediata na equipe.
Além disso, Marilda contestou os questionamentos sobre a falta de certificação para ser nomeada para o cargo de superintendente. A Secretaria de Estado de Educação abriu um processo de seleção em 2011 para credenciar e formar um banco de potencial com os profissionais aptos para o cargo em comissão. Foram selecionados até 40 candidatos por superintendência, após realização de prova objetiva e entrevistas. Na época, Marilda estava licenciada do cargo de professora estadual, pois foi nomeada como coordenadora de políticas públicas para mulher na Prefeitura.
A educadora argumenta ter todos os pré-requisitos profissionais para o cargo de superintendente, desde a formação superior e os cursos para administração e supervisão escolar até a aprovação em prova para diretora escolar em 1986. Segundo ela, o impedimento da nomeação no posto é meramente burocrático. “O governo anterior estabeleceu, através de lei delegada de 2011, a exigência dessa certificação para manter o mesmo grupo no poder da superintendência. A questão é política e não de formação profissional”, declara, ressaltando que a nova gestão já vai tomar providências para sanar a questão e viabilizar a nomeação no cargo de superintendente.