Coordenadora Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, a ex-vereadora Marilda Ribeiro (PT) voltou à antiga Casa, esta semana, para solicitar a destinação de recursos na Lei Orçamentária Anual – exercício de 2013 – à Coordenadoria, através de rubrica própria. A demanda foi formalmente apresentada aos vereadores através de um “manifesto” contendo também reivindicações quanto à destinação de emendas parlamentares para o Conselho de Defesa dos Direitos da Mulher e a criação do Fundo Municipal de Apoio ao Conselho.
O manifesto também foi remetido à Comissão de Transição Governamental para dar ciência ao prefeito eleito, Paulo Piau (PMDB), bem como um anexo contento um relatório das atividades da Coordenadoria. “É urgente que se façam políticas públicas afirmativas, mas que também se financie essas ações”, defendeu Marilda, que foi à Câmara acompanhada de algumas conselheiras.
Segundo ela, o trabalho sob sua coordenação tem como foco resgatar a auto-estima das mulheres através da oferta de serviços como lavanderias comunitárias, creches nos bairros, restaurante popular, que precisam ser ampliados ou implantados, como é o caso deste último. As demandas foram remetidas à presidente da República, Dilma Rousseff (PT) e ao governador de Minas, Antônio Anastasia (PSDB).
Marilda também lamentou a ausência feminina na Câmara, por mais quatro anos. Apesar dos partidos terem apresentado o mínimo de 30% de candidatas ao legislativo nas eleições deste ano – inclusive a própria petista – nenhuma mulher foi eleita vereadora, o que, na sua opinião, é sinal de que “não há democracia verdadeira”. De acordo com ela, a representatividade feminina está comprometida, quando se tem, por exemplo, apenas 45 deputadas num total de 513 deputados federais. (RG)