Segundo os parlamentares, o agraciado não se enquadra nos critérios de concessão da medalha e querem sustar os efeitos da concessão a João Pedro Stédile, líder do MST
A solenidade de entrega da Medalha da Inconfidência, no dia 21 de abril, gerou revolta em deputados estaduais da oposição. Eles questionaram o governo de Minas por condecorar o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, com a Grande Medalha da Inconfidência, em Ouro Preto (região central do Estado).
O líder do Bloco Verdade e Coerência, de oposição ao governo de Fernando Pimentel (PT), deputado Gustavo Corrêa (DEM), informou que o bloco protocolou Projeto de Resolução que susta os efeitos da concessão da medalha a Stédile. Segundo os parlamentares do bloco, na justificativa do projeto, o agraciado não se enquadra nos critérios de concessão da medalha, principalmente no que se refere à exigência de notório saber e de relevante contribuição ao Estado.
O deputado Sargento Rodrigues (PDT) afirmou que a Comissão de Segurança Pública, da qual é presidente, também aprovou moção de repúdio à condecoração de Stédile.
O deputado João Leite (PSDB), por sua vez, mostrou-se perplexo com a homenagem a um homem que, nas palavras do parlamentar, conclamou, na Venezuela, aliados na América Latina a lutar contra os brasileiros insatisfeitos com o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). “Ele quer dividir o país ao meio, entre os que pertencem à agenda do PT e os demais”, exclamou o tucano. João Leite também questionou o MST, que, em sua opinião, não respeita a propriedade privada e, de modo geral, uma das maiores forças da economia brasileira: o agronegócio.
Defesa. Em defesa da concessão da medalha a Stédile, o deputado Rogério Correia (PT) argumentou que o MST é um movimento importante e legalizado em favor da reforma agrária e da agricultura familiar. O deputado Durval Ângelo (PT) classificou João Pedro Stédile como um lutador, “o paradigma do inconfidente”, em referência à Inconfidência Mineira.