Apesar do enfraquecimento do ninho dos tucanos, o presidente estadual do PTB, Dilzon Melo, não descarta o PSDB para compor a aliança de suporte à eventual candidatura de Dinis Pinheiro
Apesar do enfraquecimento do ninho dos tucanos, o presidente estadual do PTB, Dilzon Melo, não descarta o PSDB para compor a aliança de suporte à eventual candidatura de Dinis Pinheiro (PP) a governador em 2018. Nos bastidores políticos já existem especulações de que o PSDB avalia a possibilidade de não apresentar nome próprio nas próximas eleições após a delação contra o senador Aécio Neves, principal liderança da sigla.
Para o dirigente estadual do PTB, o ninho dos tucanos paga um preço alto devido ao desgaste político causado pelas denúncias. Mesmo assim, Melo declara que há interesse na presença do PSDB em uma eventual coligação encabeçada pela candidatura de Dinis. “Querendo ou não somos do grupo do ex-governador Aécio Neves e do ex-governador Anastasia. O PSDB caminha conosco. A sigla paga um alto preço, mas caminha conosco e dentro do nosso projeto. Não seremos opositores e nem candidatos contrários. Seremos um grupo só”, posiciona.
Além disso, Melo afirma que já existem oito siglas aglomeradas em torno do projeto para lançar o nome de Dinis a governador. Segundo ele, a lista inclui o DEM, PSD e o PSB – partidos ligados ao grupo político do senador Aécio Neves. Um fator que parece favorecer as costuras para candidatura de Dinis é o distanciamento do tucano Antonio Anastasia do processo eleitoral no ano que vem. Sempre apontado como favorito, o ex-governador e senador vem evitando falar em disputar nova eleição.
Vice. Quanto às especulações sobre a indicação para vice na chapa encabeçada por Dinis, o presidente estadual do PTB afirma que foi sondado, mas não tem interesse no posto. “Tenho oito mandatos de deputado e pretendo encerrar o meu mandato como deputado estadual. Não pretendo esse cargo, tem gente com mais disponibilidade”, declara. Melo posiciona ainda que existem vários nomes para compor a futura chapa e sinaliza inclusive com opções do Triângulo Mineiro, porém ressalta que a definição depende da coligação que for formada até o próximo ano.