Com aumento do teto para enquadramento na faixa um do programa Minha Casa, Minha Vida, Cohagra (Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande) informa que o cadastro atual será analisado para verificar quantas famílias inscritas podem ser beneficiadas com a medida. O governo federal ampliou de R$1.600 para R$1.800 o limite de renda familiar para participar da faixa um do programa habitacional.
O presidente da Cohagra, Marcos Jammal, explica que a mudança no critério de enquadramento valerá apenas para os empreendimentos que forem lançados a partir da terceira etapa do programa, que ainda não tem cronograma definido e nem a quantidade de unidades a serem contratadas. “Não tem alteração nos projetos já aprovados ou em andamento”, ressalta.
Para preparar o lançamento da terceira fase do programa, Jammal explica que, primeiramente, será analisada a situação das famílias já cadastradas na Cohagra. O estudo abrangerá inclusive os candidatos reprovados na etapa atual por causa do critério de renda. Com isso, será possível identificar quantas pessoas atendem à nova regra e podem ser contempladas nos próximos empreendimentos. “Todos que se adequarem vão voltar para o sistema e concorrer nos projetos que forem lançados na fase três.”
A expectativa do presidente da companhia é concluir a revisão no cadastro até o início de novembro. Segundo ele, com o levantamento concluído, também será avaliada a abertura de novas inscrições para receber o cadastro de famílias com renda até R$1.800. Além da mudança no critério de enquadramento da faixa um, o governo federal também criou uma nova faixa com renda limite de até R$ 2.350. Jammal adianta que terá reunião em Brasília na próxima semana para conhecer os detalhes do novo grupo.
As famílias enquadradas na nova faixa de renda terão um subsídio de até R$45 mil, a depender do porte populacional do município. Os empreendimentos serão contratados pela iniciativa privada, mas as regras e definição dos beneficiários ainda não foram divulgadas pelo governo federal.