Cumprindo agenda na cidade, a ministra de Planejamento, Miriam Belchior, descartou prejuízo aos programas sociais em função dos ajustes
Cumprindo agenda em Uberaba, a ministra de Planejamento, Miriam Belchior, descartou prejuízo aos programas sociais em função dos ajustes no orçamento propostos pela nova equipe econômica da presidente Dilma Rousseff (PT).
No mês passado, os representantes da nova equipe econômica disseram que os gastos com programas sociais terão de ficar dentro dos limites orçamentários. Além disso, reforçaram que o avanço na área social dependerá da estabilidade econômica.
Apesar das afirmações, Miriam afirma que não há risco de cortes nos programas sociais porque o segmento está entre as prioridades do governo da petista. “A presidente Dilma sempre defendeu e continua defendendo que áreas sociais e de infraestrutura são intocáveis exatamente pelo papel de reduzir a pobreza, promover a distribuição de renda e enfrentar problemas estruturais das cidades brasileiras. Nós seguiremos com esse mesmo ritmo”, sentenciou.
No discurso proferido na cerimônia de entrega do título de cidadania uberabense, a ministra também enfatizou a continuidade dos programas sociais do PT e rebateu críticas da oposição. “Enfrentamos a resistência dos que, a pretexto de questionar o que chamam de subsídios excessivos ou desnecessário intervencionismo, propugnam a interrupção de todas as medidas de apoio aos programas do governo. É necessário continuar subsidiando programas imprescindíveis para a nossa população e para nosso país, como o Bolsa Família, o PAC e o Minha Casa Minha Vida”, afirmou.
Quanto às articulações sobre a composição da equipe do segundo mandato, Miriam se esquivou dos questionamentos. Ele era cotada para assumir o Ministério de Minas e Energia inicialmente. No entanto, o Executivo atendeu reivindicação do PMDB em relação à pasta para destravar a votação no Congresso da manobra fiscal que permitiu fechar as contas de 2014.
Com isso, Miriam deverá acomodada em outro reduto. Nos bastidores, especula-se que ela poderá assumir a presidência da Caixa Econômica Federal, estatal que banca a execução do programa Minha Casa Minha Vida. “Não fui informada de nada ainda”, disse, encerrando a entrevista coletiva.