“Nós sabemos que para o estudante é melhor ter uma vaga garantida numa instituição [de ensino superior] do que ficar esperando o investimento se consolidar”, afirmou o ministro da Educação, Henrique Paim (PT), ao ser questionado sobre a cobrança por melhorias na infraestrutura dos cursos de graduação criados a partir do Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais). Este ano, alunos da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) ocuparam duas vezes o prédio educacional da instituição para cobrar melhorias na estrutura dos cursos. As principais demandas são a contratação de mais professores e a ampliação da assistência estudantil. O ministro justifica que a UFTM passou por um processo de expansão acelerado, com aumento de 600 para 6.000 alunos matriculados desde 2005. Com isso, também cresceu de forma acelerada a demanda por professores, investimentos na estrutura física e programas de assistência para os estudantes de baixa renda. Paim defende que o governo federal tem aplicado um montante alto para equipar adequadamente os novos cursos, com destinação de R$2 bilhões por ano às universidades federais brasileiras. “O que estamos fazendo é trabalhar nas duas pontas: estamos ampliando o acesso e melhorando a estrutura paulatinamente para garantir esse atendimento”, declarou. Quanto à contratação de professores, o ministro disse já existir um cronograma, mas não especificou a data para a abertura de novos concursos para completar o quadro em Uberaba. Acompanhando o evento, o reitor da UFTM, Virmondes Rodrigues Junior, posicionou que 15 vagas já foram destinadas a Uberaba no ano passado. “Esse número não será suficiente para atender ao grande gargalo existente, mas já dá para suprir pontos emergenciais”, pondera. De acordo com Virmondes, a equipe está trabalhando junto ao Ministério da Educação com novos projetos de contratação para preencher as demais lacunas dos cursos existentes.