O ministro do Trabalho e Emprego e presidente nacional licenciado do PDT, Carlos Lupi, disse ontem em Uberaba que partido que quer existir tem que mostrar sua cara
O ministro do Trabalho e Emprego e presidente nacional licenciado do PDT, Carlos Lupi, disse ontem em Uberaba que partido que quer existir tem que mostrar sua cara, mostrar a que veio. A declaração à imprensa veio casada com a indicação do nome de João Franco Filho como pré-candidato da legenda à sucessão municipal. “Estamos com muita convicção de ter um candidato sério, experiente, porque a população cobra passado limpo e competência comprovada. Tenho certeza que ele [Franco] tem todas as condições de ser pré-candidato à sucessão municipal”, afirmou Lupi, acrescentando que “a face do PDT aqui tem nome e sobrenome" [novamente se dirigindo ao vice-presidente da legenda em Uberaba].
Segundo ele, a sigla é uma opção viável de poder e inicialmente vai buscar a unidade trabalhista para depois ampliar o leque de alianças com vistas à sucessão do prefeito Anderson Adauto (PMDB). Bem-humorado, Lupi – que chegou na véspera a Uberaba e antes de cumprir agenda na Câmara de Dirigentes Lojistas, onde fez palestra, tomou café da manhã na residência de João Franco com um grupo de correligionários – ainda assegurou que 2012 é o ano do 12, numa alusão ao número de urna do PDT.
Alvo de duas representações feitas pela oposição junto à Procuradoria Geral da República e ao Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF), visando a um pente-fino a respeito de um possível aparelhamento da Pasta, o ministro desqualificou a ação. Afirmando ser como cana de canavial, que suporta chuva, calor, e brota novamente, mesmo depois da queimada, Lupi disse que os opositores têm que fazer barulho, inventar alguma coisa, senão deixam de existir. “Sou resistente. Ameaçam-me desde que entrei, mas tenho mãos, coração e mente limpos e não temo ninguém”, disparou.