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Deputado federal Marcos Montes, ao lado do ministro da Secretaria Geral de Governo, ao se pronunciar no Colégio de Líderes
Notícias publicadas ao longo dos últimos dias indicando que o governo Michel Temer estaria sendo pressionado, principalmente pela bancada mineira de deputados do seu partido, o PMDB, para interferir no comando da Vale, provoca a reação do vice-líder do PSD na Câmara, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Marcos Montes (MG).
“Seria uma incoerência o presidente Michel Temer promover ingerência política na Vale, já que ele está propondo, ao Congresso Nacional, a aprovação de medidas que visam a moralizar as contratações nas estatais”, disse o deputado federal, ontem, durante reunião de líderes e vice-líderes.
Um dos ministros mais próximos de Temer, o titular da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, participava da reunião quando o presidente da FPA usou da palavra para se referir à Vale.
Na tribuna. Além disso, Marcos Montes se prepara para fazer um pronunciamento em defesa do presidente da Vale, Murilo Ferreira, na tribuna da Câmara dos Deputados – o que deve acontecer hoje, segundo confirmou ao Jornal da Manhã. O parlamentar lembrou que Murilo Ferreira chegou à presidência da Vale por puro mérito. “Foi conduzido pelos acionistas com base em sua trajetória na empresa e fora dela, uma trajetória marcada pela competência”, disse o deputado.
A “moralização nas estatais” citada por Marcos Montes diz respeito a dois projetos em análise na Câmara dos Deputados: um que altera as regras para as nomeações e outro que estabelece regras de transparência e gerenciamento de empresas estatais. Michel Temer anunciou esta semana a paralisação de todas as indicações para diretorias e presidência de estatais e fundos de pensão até que os dois projetos sejam aprovados.