POLÍTICA

Mototaxistas discutem com PMU a implantação de tarifa única

Planilha de custos deve ser elaborada pelos profissionais para que seja definido o valor padronizado para o serviço

Gisele Barcelos
Publicado em 06/02/2015 às 09:11Atualizado em 17/12/2022 às 01:33
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Enerson Cleiton/PMU

Wellington Cardoso Ramos, secretário de Trânsito, em reunião com o Sindicato dos Mototaxistas para discutir a tarifa única

Instituição de tarifa única para o serviço de mototáxi foi discutida ontem com o secretário de Trânsito, Wellington Cardoso Ramos. Sindicato dos Mototaxistas de Uberaba deverá apresentar em 30 dias uma planilha de custos da categoria para acertar o valor a ser cobrado em Uberaba.

De acordo com o secretário, os mototaxistas desempenham um serviço público e a instituição de um preço único será importante para corrigir as distorções existentes hoje, garantindo mais transparência para quem utiliza o serviço. “Hoje sabemos que cada mototaxista negocia o preço conforme lhe é conveniente e a população acaba sem poder de argumento para defender um preço justo. Isso tem que acabar.

A Prefeitura também não vai enfiar um valor goela abaixo dos mototaxistas. Só eles sabem o quanto é gasto para se executar o serviço e, em cima dessas informações, vamos definir um valor justo a ser unificado e apresentado a toda a população”, explica.

Além disso, o endurecimento da lei para coibir a atuação de clandestinos no setor voltou à pauta da Prefeitura.

O assunto foi levantado no ano passado, quando representantes do setor fizeram manifestação para cobrar fiscalização mais rígida na cidade. Ontem, o presidente do Sindicato dos Mototaxistas, Nivaldo Pereira da Fonseca, reforçou a solicitação ao novo o secretário de Trânsito. Cardoso afirmou que a equipe estuda formas para acabar com as brechas existentes na lei e adiantou que uma das medidas a serem tomadas é a proibição de centrais de mototaxistas formadas por terceiros.

“O que temos hoje é a exploração da classe. Uma pessoa que não é mototaxista abre uma central e cobra para que as pessoas prestem serviços, sob o pagamento de um determinado valor, e isso não será mais permitido”, afirma. O secretário também explicou que a nova regulamentação determinará que as centrais serão formadas por grupos de profissionais regularizados. Além disso, Cardoso pondera que será analisada uma maneira de penalizar os profissionais regularizados que vierem a aceitar clandestinos para trabalhar nas centrais.

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