POLÍTICA

Mototaxistas protestam e pedem mais prazo antes de fiscalização do serviço

Cerca de 200 mototaxistas não regularizados se reuniram à porta da Settrans e depois foram até o Centro Administrativo da Prefeitura

Thassiana Macedo
Publicado em 30/08/2013 às 11:03Atualizado em 19/12/2022 às 11:21
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Jairo Chagas

Mototaxistas foram à porta da Prefeitura cobrar o adiamento da fiscalização e mudanças no edital de licitação para o leilão de placas   Cerca de 200 mototaxistas não regularizados se reuniram à porta da Secretaria de Trânsito (Settrans) e depois foram até o Centro Administrativo da Prefeitura Municipal para pedir mais prazo antes que Guarda Municipal e Polícia Militar realizem a fiscalização. Após ameaças de invadir o prédio, representantes do grupo foram recebidos pelo secretário de Trânsito e pelo vereador Cléber Cabeludo.   De acordo com um dos representantes do grupo, Luciano Tomaz Fidelis, que é mototaxista há 15 anos, o município disponibilizou 650 placas com permissão para explorar o serviço, mas apenas 200 foram adquiridas. “Tem muita gente que não tem condição de pagar o que eles estão cobrando, porque fica, em média, R$4 mil. Tem várias cidades aí que não estão cobrando a placa. Pintar moto e muitas outras coisas que Uberaba está cobrando que outras cidades não. Conversamos com o coronel Kappel e ele vai ver se dá mais um prazo ou se reduz algo pra gente. Nessa sexta-feira [hoje], às 9h30, nós vamos ao Ministério Público e ele disse que até segunda-feira (2) vai ter uma posição”, afirma.   Há quatro anos na profissão, Carlito Alves da Cruz acredita que a licitação feita pela PMU beneficiou apenas 10% da classe que trabalha na área em Uberaba. “São pais de família, o que 90% vão fazer da vida, vão pegar quintal para capinar? E os outros pais de família que vivem disso, que têm responsabilidades e que contribuem para a cidade ao transportar trabalhadores, pais e mães de família? Acontece que agora a Prefeitura está ignorando 90% da nossa classe. Queremos o direito de trabalhar e que essa licitação seja revista”, completa.   A manifestação foi motivada pelo vencimento do prazo dado pelo acordo entre a Prefeitura e o Ministério Público de que os profissionais teriam até 1º de setembro para se regularizar antes do início da fiscalização. No entanto, a segunda licitação da permissão para explorar o serviço ainda não foi finalizada. O vereador Cléber Cabeludo afirma que cobrou do secretário de Governo, Wellington Cardoso, mais agilidade no processo licitatório, mas acredita ser injusta a punição dos mototaxistas que já protocolaram pedido para obter a permissão.   Segundo o secretário da Settrans, Emanuel Kappel, um novo prazo dependerá de decisão em conjunto com o Ministério Público. “Após o edital e o processo licitatório é preciso ter a promulgação de todos os feitos para que os recursos eventuais nas áreas jurídica e administrativa estejam sanados. Após esse demonstrativo de situação é que poderemos opinar a respeito, mas não haverá necessariamente prejuízos para nenhum dos candidatos. Se for o caso, vamos ao Ministério Público para acomodar a fiscalização, dando o prazo que o próprio decreto da licitação propicia a eles para a regulamentação, que é de 30 dias após a promulgação”, frisa.

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